Agravamento nos Açores esperado a partir de quinta-feira

Agravamento nos Açores esperado a partir de quinta-feira

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Dez de 2015, 17:43

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para quinta e sexta-feira um agravamento do estado do tempo nos Açores devido a uma depressão muito cavada, a norte do grupo ocidental que deverá provocar vento e agitação marítima.

"Amanhã [quarta-feira] teremos um dia mais calmo, mas ainda com algum vento, embora com boas abertas, ou seja, o sol vai aparecer. Contudo, na quinta-feira voltaremos a ter um agravamento do estado do tempo a começar no grupo ocidental (Flores e Corvo)", disse à agência Lusa Vanda Costa, meteorologista do IPMA em Ponta Delgada.

A meteorologista explicou que a depressão em causa vai provocar "um aumento da intensidade do vento com rajadas na ordem dos 100 quilómetros/hora" que, na sexta-feira, "podem chegar aos 130 km/hora, especialmente nas ilhas dos grupos ocidental e central" (Terceira, Pico, São Jorge, Graciosa e Faial).

A responsável acrescentou, ainda, que o grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) "também vai sofrer com este agravamento do estado do tempo, contudo menos intenso", indicando que a depressão vai provocar, também, "um aumento significativo da agitação marítima, que se deverá iniciar de forma gradual já na quinta-feira", pelo que no dia seguinte "as ondas poderão chegar aos dez metros no grupo ocidental" e entre "os sete a oito metros" no grupo central.

Vanda Costa esclareceu ainda que a chuva forte e as trovoadas que estão a assolar esta tarde, em especial a ilha de São Miguel, se devem à passagem de uma superfície frontal fria com atividade moderada a forte que voltou a agravar o estado do tempo.

"Para o início da noite está igualmente previsto um aumento da intensidade do vento com rajadas que poderão atingir os 95 km/hora no grupo oriental e especialmente em São Miguel", indicou.

As ilhas dos grupos oriental e central estiveram na segunda-feira sob aviso vermelho, o mais grave numa escala de quatro, devido às condições atmosféricas adversas.

O mau tempo provocou um morto e a Proteção Civil regional contabilizou 157 incidentes, tendo as operações de socorro envolvido 440 operacionais e 109 viaturas.

Escolas, tribunais e serviços municipais fecharam e mais de 1.600 passageiros ficaram em terra devido ao cancelamento de dezenas de voos.

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