Aeroportos admitem constrangimentos com a greve dos seguranças que começa no sábado

Aeroportos admitem constrangimentos com a greve dos seguranças que começa no sábado

 

Lusa/AO Online   Nacional   12 de Mai de 2017, 11:02

A ANA - Aeroportos de Portugal admite que a greve de cinco dias das empresas de segurança cause constrangimentos, recomendando aos passageiros que despachem a bagagem e que se desloquem para o aeroporto pelo menos duas horas antes do voos.

 

Os trabalhadores da segurança dos aeroportos começam no sábado uma greve de cinco dias exigindo melhores condições laborais, um protesto que coincide nos primeiros dois dias com o controlo de fronteiras devido à visita papal.

Num comunicado divulgado hoje, a ANA - Aeroportos de Portugal afirma que "é previsível que o processamento de passageiros nos aeroportos nacionais sofra constrangimentos" durante esse período e recomenda aos passageiros que viagem entre 13 e 17 de maio que "procurem ou aguardem as instruções transmitidas pelas suas companhias aéreas".

A ANA sugere também que "os passageiros procedam ao despacho de bagagem no 'check-in', isto é, no porão, para reduzir o número de peças a rastrear no controlo de bagagem de mão" e que "cheguem ao aeroporto com, pelo menos, duas horas de antecedência em relação à hora do seu voo".

A paralisação dos trabalhadores das empresas de segurança privada - Prosegur e Securitas -, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que se prolonga até quarta-feira, vai abranger todos os aeroportos nacionais, com o objetivo de exigir melhores condições de trabalho, nomeadamente quanto aos horários de trabalho e aos salários.

A Associação de Empresas de Segurança (AES) lamentou a greve e mas reiterou a sua disponibilidade em negociar com o SITAVA para "alcançar um contrato coletivo, que concilie as reivindicações dos trabalhadores com as necessidades do setor, nomeadamente, em termos da melhoria da formação dos vigilantes, da atualização das condições salariais, da organização dos tempos de trabalho e, acima de tudo, da preservação dos postos de trabalho".

Esta greve coincide com a visita do papa Francisco a Portugal, que se inicia hoje e termina no sábado, por ocasião do centenário das "aparições" de Fátima e da canonização de Francisco e Jacinta Marto, duas das crianças que estão na origem do fenómeno de Fátima.

A paralisação dos trabalhadores de segurança dos aeroportos coincide também com a reposição do controlo de fronteiras em Portugal, incluindo as dos aeroportos, uma das medidas das forças de segurança portuguesas no âmbito da visita papal que estará em vigor até às 00:00 de domingo, o que será mais um procedimento pelo qual todos os passageiros terão de passar.

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