Açores entre as sub-regiões com pior desempenho em índice de desenvolvimento regional

Açores entre as sub-regiões com pior desempenho em índice de desenvolvimento regional

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   7 de Jun de 2017, 12:31

Cinco das 25 sub-regiões do país, lideradas pela Área Metropolitana de Lisboa, superam a média nacional no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional 2015 (ISDR), que avalia a competitividade, coesão e qualidade ambiental de cada zona.

 

Segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), comparativamente a anos anteriores, a Região de Leiria (100,27) é a novidade nesta lista, que é liderada pela Área Metropolitana de Lisboa (AML), com 106,40, seguida da Área Metropolitana do Porto(AMP) com 101,63, do Alto Minho (101,01) e da região de Aveiro (100,73).

Comparativamente aos dados do ISDR referentes a 2014, regista-se uma descida deste indicador em quatro das regiões que superam a média nacional, com a AML a descer de 106,83 para 106,40, a AMP de 102,01 para 101,63, o Alto Minho de 101,78 para 101,01 e a região de Aveiro de 100,74 para 100,73.

Já a região de Leiria, que em 2014 teve um desempenho de 99,87, subiu este ano para 100, 27, colocando-se no lote das sub-regiões que superam a média nacional.

Por seu turno, as sub-regiões portuguesas com pior desempenho são o Alto Tâmega (89,33) e a Região Autónoma dos Açores (89,99), que invertem posições face a 2014.

Relativamente ao índice da competitividade verifica-se uma descida de valores, face a 2014, na AML (de 114,16 para 112,82), na AMP (de 104,62 para 104,19) e no Alto Minho (98,34 para 97,57).

"O índice de competitividade pretende captar o potencial (em termos de recursos humanos e de infraestruturas físicas) de cada região em termos de competitividade, assim como o grau de eficiência na trajetória seguida (medido pelos perfis educacional, profissional, empresarial e produtivo) e, ainda, a eficácia na criação de riqueza e na capacidade demonstrada pelo tecido empresarial para competir no contexto internacional", explica o INE.

As sub-regiões do país menos competitivas são, à semelhança do ano anterior, mas com ordens diferentes, o Alto Tâmega (79,66), o Alto Alentejo (80,94) e o Douro (82,36).

Na coesão - índice que, segundo o INE, procura refletir o grau de acesso da população a equipamentos e serviços coletivos básicos de qualidade e também a eficácia das políticas públicas - nove sub-regiões ultrapassavam, em 2015, a média nacional, o mesmo número que em 2014.

Neste índice a lista é liderada pela AML (106,14), seguida da região de Coimbra (105,06), que invertem posições face aos dados de 2014.

Seguem-se o Alto Minho (103,95), Cávado (103,87) e Alentejo Central (103,06).

No índice de coesão, a Região Autónoma dos Açores (77,42), a da Madeira (83,94) e o Tâmega e Sousa (89,26) foram as sub-regiões com pior desempenho.

Já no índice de qualidade ambiental verificou-se que 12 sub-regiões (das 25) superaram a média nacional, quando em 2014 tinham sido 14.

O melhor desempenho ambiental foi alcançado, tal como no ano anterior, pelo Alto Alentejo (110,29), seguindo-se a Região Autónoma da Madeira (109,58) e pelas Beiras e Serra da Estrela (109,18).

No sentido inverso, o pior desempenho ambiental foi alcançado pela sub-região Alentejo Litoral (89,26), seguida de Viseu Dão Lafões (91,50) e Oeste (94,97).

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