Açores deverão ter plano para as alterações climáticas até final do ano

Açores deverão ter plano para as alterações climáticas até final do ano

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   31 de Mar de 2017, 10:42

O Plano Regional para as Alterações Climáticas dos Açores, um "documento ambicioso" com medidas de ação concretas, estava previsto ficar concluído em abril, mas só deverá entrar em vigor até ao final do ano.

“A empresa pediu uma prorrogação do de 90 dias para conclusão do projeto e foi considerada. Até ao final do mês de abril vai-nos ser entregue a proposta do plano para análise interna”, afirmou à agência Lusa o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, estimando que “lá para meados de junho haja condições de ter o projeto final, para que se possa iniciar a consulta pública em junho ou julho”.

Segundo disse Hernâni Jorge, a proposta de plano está a ser elaborada por um consórcio liderado por uma empresa do continente e representa uma investimento da região de 500 mil euros.

A decisão do Governo Regional de elaborar uma estratégia para fazer face às alterações climáticas foi tomada em maio de 2014.

O diretor regional do Ambiente referiu que empresa que lidera a realização de uma proposta de plano justificou o pedido de prorrogação do prazo “com a dificuldade em obter algumas informações, alguns dados e atrasos também no trabalho destes mesmos dados”.

Hernâni Jorge destacou que o Plano Regional para as Alterações Climáticas, que deverá ser apresentado ao parlamento para análise e votação a partir de setembro, tem “uma dupla componente” e é “um documento bastante completo e ambicioso”.

“Tem uma componente de mitigação, que visa acompanhar as fontes de emissão de gases poluentes na região. Estabelece também à partida uma conjunto de cenários e projeções climáticas num horizonte de médio e longo prazo e tem, ainda, uma componente de adaptação aos efeitos das alterações climáticas, com medidas e ações concretas”, revelou o diretor regional do Ambiente.

O aumento da temperatura e a diminuição da precipitação são as duas principais consequências das alterações climáticas registadas nos Açores nas últimas décadas, disse a meteorologista Fernanda Carvalho, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“A tendência é para temperaturas mais altas, menos precipitação e também fenómenos climáticos mais intensos”, afirmou Fernanda Carvalho, acrescentando que “as estações do ano também sofreram alterações desde 1948, estando os invernos mais quentes em cerca de 0,4 graus Celsius”.


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