Açores deixam último lugar do país nos testes PISA, mas ainda abaixo da média nacional

Açores deixam último lugar do país nos testes PISA, mas ainda abaixo da média nacional

 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Dez de 2016, 17:45

O secretário da Educação e Cultura dos Açores congratulou-se hoje com o facto de o arquipélago ter abandonado o último lugar da tabela das regiões do país nos testes PISA, embora continue "abaixo da média" nacional.

 

“Habitualmente, nas listas que eram divulgadas, os Açores, invariavelmente, estavam no último lugar. Desta vez não estamos em último, nem penúltimo, nem antepenúltimo, mas sim um pouco mais acima. Gostaríamos de estar muito melhor, como é natural”, declarou Avelino Meneses, numa reação aos resultados do PISA.

O PISA (sigla em inglês) é um Programa Internacional de Avaliação de Alunos, da responsabilidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em que Portugal participa desde 2000 e que se dirige aos alunos de 15 anos, entre o 7.º e o 12.º ano.

O principal domínio avaliado nesta edição foi a literacia científica e foi aquele em que Portugal mais se destacou, ao obter uma classificação de 501 pontos (459 pontos na edição do ano 2000, 468 em 2003 e 474 pontos em 2006).

Avelino Meneses referiu que, numa escala de sete níveis de classificação, os Açores “ficaram colocados no nível de proficiência 2, tido como minimamente desejável”, à frente de Trás-os-Montes, do Alto Tâmega e Tâmega e Sousa, mas “abaixo da média nacional”, que se fixou num nível de proficiência 3.

“Se a própria OCDE estabelece uma média aconselhável de 500 pontos numa escala de 0 a 1000, acima da média dos seus próprios países, que é de cerca de 490 pontos, e se admite um desvio padrão de cerca de 100 pontos, estamos num patamar relativamente aceitável com a média de 470 pontos nas ciências, matemática e leitura”, considerou o governante.

O titular da pasta da Educação admitiu que os resultados “não são propriamente” os almejados, mas também “não constituem surpresa, porque se enquadram em indícios de avaliações dos últimos anos, inclusivamente melhorados”.

Avelino Meneses explicou que os Açores participaram, pela primeira vez, nesta avaliação, em “modo de sobre-amostragem”, que é “único no país”, tendo sido envolvidos 1.504 estudantes de todas as escolas públicas, ensino profissional e privadas.

“Fizemo-lo por forma à obtenção de resultados fiáveis que permitem a melhoria do diagnóstico e aperfeiçoamento das nossas estratégias”, declarou o governante.

Avelino Meneses aconselhou “muito trabalho” perante os resultados “menos encorajadores, mas não, de todo, inesperados” do PISA, sublinhando que a implementação do programa regional Prosucesso, que visa melhorar o desempenho escolar, constitui a resposta “mais adequada pelos indicadores positivos que já evidencia”, sobretudo no 1.º ciclo do ensino básico.


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