Cimeira da NATO

A vida no Parque das Nações começa a mudar já na segunda-feira


 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Nov de 2010, 07:43

A cimeira da NATO está marcada para 19 e 20 de novembro, mas é já a partir de segunda feira que a vida do Parque das Nações, em Lisboa, começa a mudar.

Restrições à circulação de pessoas e viaturas, obrigatoriedade de identificação e forte policiamento serão apenas algumas das marcas da vida na zona nos próximos dias.

Entre as 00:00 do dia 15 e as 00:00 do dia 21 não será permitida a entrada de viaturas ou pessoas no perímetro de interdição, que circunda a FIL, a menos que pertençam à cimeira ou que estejam devidamente credenciadas, informou o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP.

O reforço de segurança já começa a ser visível entre os anónimos que passeiam junto à zona à beira rio, em especial polícias a cavalo e seguranças zelosos.

Mas não é só o cuidado redobrado com o que acontece na zona envolvente à FIL, onde decorrerá a cimeria, que serve como pista para o que espera o Parque das Nações a partir de segunda-feira. A “máquina” da cimeira já está a mexer, com as bandeiras dispostas lado a lado a indicarem as nações presentes e com a agitação dos últimos retoques, que implicam a limpeza do espaço ou a montagem dos “elementos cénicos".

Nos cafés e restaurantes da Rua Pimenta, o período pré-cimeira vive-se com a apreensão de quem sabe que o negócio será prejudicado.

“[A restrição de acesso] vai afetar, porque tínhamos várias reservas de jantares de Natal e foram todas anuladas”, disse à Lusa Alberto Marques. O funcionário do restaurante A Peixaria referiu que o negócio, que fora do verão tem como grande pico a época natalícia, poderá sair seriamente prejudicado por causa de só poderem servir pessoas ligadas à cimeira e de terem de lhes oferecer menus a 15 euros.

“Vamos ter prejuízo e de que maneira”, garantiu Alberto Marques.

Se uns vão ter prejuízo económico, outros como Gisele vão ter um prejuízo pessoal. Apesar de viver em Santa Iria, a brasileira costuma ir várias vezes por semana ao Parque das Nações. A vista do rio e a tranquilidade da zona tornam-no no sítio ideal para a reflexão. Para Gisele, as restrições obrigatórias como medida de segurança são “uma pena” para todos aqueles que escolhem o Parque das Nações para passear e até descansar.


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