A nova era para a banca... e para os clientes também

A nova era para a banca...  e para os clientes também

 

Carlos Decq Mota   Regional   18 de Nov de 2010, 16:21

Os primeiros anos do segundo milénio confrontaram-se com uma crise empresarial de crédito, como consequência do excesso de crédito e as elevadas taxas de crescimento dos mercados accionistas.

No que cabe à banca há lições a tirar e a reter: transparência, melhoria da relação com os clientes e ganhar a confiança perdida.
A banca de relação assenta na confiança entre o bancário e o cliente, em que se discutem soluções, em que o bancário aconselha. Não basta os conhecimentos técnicos, são necessárias aptidões relacionais. Mas esta relação que procura a retoma da confiança terá de ter dois sentidos, ou seja, os clientes terão também de perceber que o paradigma de fazer banca mudou, e as próprias regras também. Existem hoje outras exigências, quer por via da aplicação do Basileia II., quer pela probabilidade da aplicação da nova regulamentação - Basileia III.
Portanto, existirão hoje na banca três grandes desafios estratégicos, transversais a todos os bancos europeus: funding, rendibilidade e capital.
No primeiro desafio, o funding, a grande diferença entre a situação actual da banca e a que se verificava há pouco mais de um ano é a dificuldade de obtenção de fundos. Ora, se os bancos não se conseguem financiar normalmente, a concessão de credito é afectada, logo, a economia passa a ter um problema maior. Pelo menos nesta fase é difícil acreditar que voltemos ao mercado aberto como tivemos no passado recente.
Quanto à rendibilidade, confrontamo-nos com a diferença entre a situação actual e real dos lucros dos bancos e a sua imagem de risco, o que torna muito caro o preço  do funding.
Quanto ao capital, a nova regulamentação vai criar mais pressão no sistema financeiro, pelo que será inevitável rever os princípios de concessão de crédito a que estávamos habituados, com redução do risco subjacente.
É legitimo perguntarmos: “como se vai organizar o sistema financeiro depois da crise? A resposta para mim é óbvia: com pessoas que sejam reconhecidas pelos clientes, porque são competentes, porque são ambiciosas, porque simplificam processos com atitudes construtivas, porque cooperam com o mercado.


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