63 centros de investigação financiados com 47 milhões por serem os melhores


 

Lusa/AO Online   Nacional   23 de Dez de 2014, 05:26

A avaliação aos centros de investigação portugueses atribuiu notas de "Excelente" e "Excecional" a 63 unidades que, por isso, irão receber cerca de 47 milhões de euros, revelou a secretária de estado da Ciência.

 

O processo de avaliação de 322 centros de investigação começou em 2013 e, depois de atravessar duas fases, está agora a chegar ao fim com a divulgação dos resultados: 11 unidades tiveram uma classificação de “Excecional”; 52 obtiveram “Excelente”; 104 “Muito Bom” e outras 90 conseguiram a nota de “Bom”.

A avaliação, que está a cargo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), destina-se à atribuição de financiamento para os próximos cinco anos, para despesas correntes e atividades estratégicas, sendo que apenas as instituições com nota igual ou superior a “Bom” irão receber financiamento da FCT.

No total, 257 unidades, onde trabalham quase 14 mil doutorados, vão receber um pouco mais de "71 milhões de euros por ano”, já a partir de 2015, o que significa “um aumento de cerca de 28% em relação ao financiamento médio nos últimos três anos", sublinhou a secretária da Estado da Ciência, Leonor Parreira.

Já as 32 instituições que obtiveram nota “Insuficiente”, assim como as 33 com “Suficiente”, não irão ter direito a financiamento público. Ali trabalhavam cerca 1.500 investigadores.

O presidente da FCT, Miguel Seabra, lembrou que o futuro destas unidades será decidido pelos responsáveis das instituições.

Em reuniões com os responsáveis pelas unidades com classificações mais baixas, Miguel Seabra terá recebido a informação de que já estariam a estudar alternativas: “Cada um tem a sua solução e daí vai resultar uma melhoria para o sistema, porque também é importante falhar e depois ressurgir numa forma mais competitiva”, revelou em declarações à Lusa.

Já as instituições “excecionais” irão receber 13 milhões de euros e as “excelentes” 34 milhões, sendo que as verbas variam consoante as necessidades das unidades.

Certo é que entre as 63 melhores, apenas duas irão manter as verbas que recebiam e as restantes 61 terão um financiamento superior ao valor que tinham no ano de 2013/2014.

No caso das instituições que obtiveram ”Muito Bom”, o valor a atribuir será de 23 milhões, sendo que aqui mais de metade (62% das unidades) irá ver os seus apoios financeiros aumentar em relação aos valores de 2013/2014.

Entre as 90 instituições consideradas “boas” pelos avaliadores, 52 são elegíveis para o Fundo de Reestruturação Estratégica, ou seja, poderão contar com seis milhões de euros até à avaliação intercalar de 2017.

A maioria dos investigadores (69%) trabalha em instituições portuguesas de muito elevada qualidade: 975 trabalham em unidades excecionais; 3.508 em laboratórios excelentes e 6.156 muito bons.

Com a divulgação dos resultados, o processo de avaliação entra agora no período de audiência prévia, que tem a duração de dez dias. Segundo Leonor Parreira, por volta de 15 de janeiro, o processo estará concluído e não haverá interrupção de verbas: “As unidades não têm de estar preocupadas, mesmo nesta fase complexa de transição de programas comunitários”, garantiu em declarações à Lusa.

Olhando para as avaliações atribuídas por área de investigação, verifica-se que nas Ciências Naturais e do Ambiente, assim como das Ciências Sociais, nenhuma unidade obteve a classificação de "excecional", mas Miguel Seabra acredita que na próxima avaliação alguns dos que agora obtiveram excelente vão conseguir passar a excecional.


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