Segurança

Governo revê leis para melhorar coordenação das polícias

Governo revê leis para melhorar coordenação das polícias

 

Lusa / AO-online   Nacional   11 de Set de 2007, 17:49

A revisão das leis de Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal, a concluir ainda em Setembro, visa melhorar a coordenação das polícias e facilitar a transmissão de informação entre elas, disse hoje o ministro da Administração Interna.
Rui Pereira, que falava em Rio Tinto, Gondomar, onde inaugurou uma esquadra de investigação criminal da PSP, explicou que a revisão das duas leis está a ser preparada pelo seu ministério em articulação com o da Justiça.

Com a revisão destas leis - afirmou o ministro - "pretende-se criar condições para que haja uma transmissão de informação entre as polícias cada vez mais fácil e para que exista uma boa coordenação da actividade das várias polícias" com competência em investigação criminal, PJ (para os crimes mais graves), PSP e PSP.

Rui Pereira disse ser necessário também dotar o sistema português de segurança de um secretário-geral "com competências reforçadas para responder, por exemplo, em incidentes táctico-policiais de grande dimensão e ameaça de atentados terroristas".

Adiantou que a revisão das duas leis dá resposta a essas necessidades.

O ministro nunca correlacionou esta revisão das leis de Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal com a alegada descoordenação das polícias no violento assalto da última semana a ourivesarias de Viana do Castelo.

Também nada quis acrescentar sobre a alegada descoordenação das polícias naquele caso e a informação que deu ao Parlamento sobre as detenções relacionadas com o assalto.

"Tudo foi esclarecido de forma suficiente pelo Gabinete Coordenador de Segurança. Não me cabe acrescentar rigorosamente mais nada", declarou.

Questionado por um jornalista se estaria disposto a "devolver a verdade" aos portugueses sobre aquela caso, respondeu: "Só poderia ter que devolver a verdade, se tivesse faltado à verdade, o que não é o caso".
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