Mariano Rajoy formalmente eleito candidato


 

Lusa / AO   Internacional   10 de Set de 2007, 13:38

Mariano Rajoy foi hoje eleito por aclamação candidato do Partido Popular (PP), maior força da oposição espanhola, à presidência do governo nas eleições de 2008.
Rajoy, aplaudido na Junta Directiva dos Populares em Madrid, definiu a vitória nas legislativas do próximo ano, ainda sem data, como "único objectivo" seu e do seu partido.

"Exijo ao PP que se dedique a este único objectivo, que faça o máximo esforço. Tudo o resto não importa", afirmou, considerando a sua eleição "uma honra".

"Peço sentido comum e que todos os meios sejam canalizados para este objectivo", disse, afirmando que chegou a altura de "pôr fim" aos erros de José Luis Rodríguez Zapatero, o primeiro-ministro e secretário-geral do PSOE.

Mariano Rajoy teceu duras críticas a Zapatero, a quem acusou de "tentar agora ser mais espanholista que ninguém e mais duro e mais firme contra a ETA", uma posição "que já não convence ninguém".

"O tempo da credibilidade de Zapatero terminou", disse, afirmando que quando vencer as eleições de 2008 defenderá a Espanha constitucional, a liberdade, a coesão e a igualdade.

A eleição de Rajoy ocorre num momento de intenso debate interno no PP sobre quem deve integrar as listas às eleições do próximo ano.

Particularmente polémica, e ainda em dúvida, está a participação nas listas de Rodrigo Rato, demissionário à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que é considerado um forte candidato por muitos militantes do partido.

O mesmo ocorre com o actual presidente da Câmara de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, a manifestar interesse em integrar as listas do partido.

O próprio fundador do PP, Manuel Fraga, defendeu recentemente que é crucial iniciar um debate sobre a sucessão da actual liderança.

Em sondagens publicadas recentemente, os elementos da troika que lidera o PP - Mariano Rajoy, Eduardo Zaplana (porta-voz no Congresso) e Angel Acebes (secretário-geral) - merecem todos valorações mais negativas que Rato e Gallardon.

Uma sondagem da Sigma Dos para o jornal El Mundo, no início deste mês, indicava que meses antes das eleições, o PSOE aumentou ligeiramente a sua diferença face ao PP mas os dois maiores partidos continuam separados por menos de um ponto e meio.

A sondagem refere que os socialistas obteriam 41,1 por cento dos votos e o PP 39,7, tendo ambos os partidos caído relativamente à sondagem realizada em Abril, quando a diferença entre os dois partidos era de 1,2 pontos percentuais.

Na avaliação da acção dos líderes políticos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero obteve 5,6 em 10 valores (mais duas décimas) e Mariano Rajoy manteve-se com nota negativa, em 4,7 valores.

Entre os votantes dos próprios partidos, Zapatero merece uma nota de 7,3 enquanto Rajoy se fica pelos 6,6 valores.
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