Castelo de S. João Batista precisa de 4 ME para obras

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A Fortaleza do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo, Açores, inicialmente de S. Filipe e depois de S. João Batista, tem uma manutenção anual de 100 mil euros, mas precisa de obras que ascendem a quatro milhões de euros.
 

“O custo anual é para manter as paredes direitas e a área limpa, mas, se fosse para reparar coberturas, esgotos, redes de água e eletricidade, estima-se que seja de quatro milhões de euros”, afirmou à Lusa o coronel Nuno Rocha, comandante do Regimento de Guarnição N.º 1, que está instalado neste imóvel histórico.

Para resolver a questão mais urgente, relacionada com as coberturas dos edifícios, o Exército decidiu enviar uma unidade de engenharia portuguesa, que segue depois para uma missão no Líbano.

“Estas unidades que vão para cenários internacionais fazem sempre a preparação de criação de competências no território nacional, sendo neste caso realizada aqui nas obras que necessitamos fazer”, salientou o responsável militar.

A primeira pedra para a construção da fortaleza terá sido lançada por volta de 1593, tendo a conclusão das obras ocorrido quase meio século depois, legando mais de três quilómetros de muralhas que albergam no seu interior uma pequena aldeia militar defensiva que aboletou militares espanhóis durante a dinastia filipina (1580-1640).

A fortaleza possui um edifício de comando, que era a residência do governador do então denominado 'Castelo', várias residências, biblioteca, enfermaria, refeitórios, igreja e museu, tendo sido construídos já no século XX casernas e um parque automóvel.

Localizada no istmo do Monte Brasil, sobranceira às baías do Fanal e de Angra - onde se localizava o principal porto da ilha Terceira, que acolhia as naus que regressavam do Oriente -, a sua construção valorizou a resistência, proteção e defesa, particularmente dos corsários.

No seu interior já estiveram instalados mais de um milhar de militares, mas atualmente conta apenas com 250 (dos quais 18 por cento são mulheres), o que revela uma fraca adesão dos jovens das ilhas ao serviço no Exército.

“O problema não está em os jovens não gostarem do serviço militar mas na saída da sua ilha para outra", afirmou o coronel Nuno Rocha, recordando o caso de jovens de S. Miguel que, "ao fim de dois dias abandonaram o projeto militar por saudades de casa”.

Para aproveitar um imóvel cuja história encerra episódios importantes da história, está em estudo a possibilidade de poder ser utilizado, além da função militar, numa vertente turística.

“Estamos a tentar, em conjunto com a Câmara de Angra do Heroísmo, a criação de um protocolo para que as visitas se realizem de forma mais profissional e mais informativa”, revelou Nuno Rocha, que admitiu a criação de “um passeio turístico da entrada do 'Castelo' até ao farol voltado para a baía de Angra, para que dele usufruam também os habitantes da cidade, conciliando o lazer, a paisagem e a história”.

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