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Rui Damião Melo
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Festival Jazzores mais longe do 'Jazz de Museu'
Cultura e Social | 2009-10-26 11:59
O Festival Jazzores, que vai na sua 12º edição, é já uma tradição do final de Outubro. Este ano e pela primeira vez, o Jazzores ganhou uma dimensão regional e estendeu-se ao Faial e a Santa Maria, com concertos no passado fim-de-semana.
A partir desta segunda-feira e durante esta semana, o Teatro Micaelense é o palco de um festival onde desfilam grandes nomes do Jazz, numa visão cada vez mais actual e despida de ‘rótulos’.
A ideia de alargar o festival é antiga e remonta à sua primeira edição, coincidente com o sismo de 1998 no Faial e à tentativa que então se fez, sem sucesso, de levar o festival àquela ilha.
Um alargamento que só se concretizou este ano, estimulado pela Direcção Regional da Cultura, que ao apoiar o evento, sugeriu que ele ganhasse uma dimensão mais regional e não se confinasse apenas a São Miguel, onde a oferta cultural já começa a estar consolidada. Uma dispersão que no entanto em nada afecta o espírito do festival que “é o mesmo e continuará a sê-lo”, garante ao Açoriano Oriental Rui Damião de Melo, um dos organizadores do festival.
O Jazzores integra-se num universo de eventos cada vez mais repartido, onde cada cidade quer ter o seu festival e afirmá-lo no pequeno mundo do Jazz. “Hoje em dia, os festivais proliferam e são quase todos iguais. É como olhar para uma ementa. Mas nós, desde o início, não fomos pelo caminho do que tradicionalmente se chama Jazz, mas sim pelo caminho de uma música actual como forma de arte que ultrapassa o Jazz de Museu”, explica Rui Damião de Melo.
A ideia de alargar o festival é antiga e remonta à sua primeira edição, coincidente com o sismo de 1998 no Faial e à tentativa que então se fez, sem sucesso, de levar o festival àquela ilha.
Big Group in Ponta Delgada
Mostly Other People Do the Killing
Milford Graves
William Parker
James Spaulding Swing Expressions
Brad Mehldau Trio
O Jazzores integra-se num universo de eventos cada vez mais repartido, onde cada cidade quer ter o seu festival e afirmá-lo no pequeno mundo do Jazz. “Hoje em dia, os festivais proliferam e são quase todos iguais. É como olhar para uma ementa. Mas nós, desde o início, não fomos pelo caminho do que tradicionalmente se chama Jazz, mas sim pelo caminho de uma música actual como forma de arte que ultrapassa o Jazz de Museu”, explica Rui Damião de Melo.
Rui Jorge Cabral
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