Relatório confirma "danos estruturais" no A-320 da SATA
Regional | 2009-10-07 22:34
O relatório intercalar do acidente ocorrido com o Airbus A-320 da SATA, que efectuou uma aterragem forçada a 4 de Agosto, confirma a existência de “danos estruturais” na área de fixação do trem de aterragem principal.
“Não se registaram lesões pessoais mas a aeronave sofreu danos estruturais na área de fixação do trem principal”, refere o documento, elaborado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
O acidente ocorreu a 4 de Agosto, às 20:40, quando o A-320 da SATA, com 166 passageiros e sete tripulantes a bordo, aterrou no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, no final de um voo com origem em Lisboa.
O avião era tripulado por um comandante português, de 44 anos, com uma experiência de cerca de 4.600 horas de voo.
O relatório refere que o voo e a aproximação à pista “decorreram sem incidentes”, tendo o problema surgido no momento da aterragem.
“A aeronave efectuou uma aterragem forçada, ressaltou no asfalto e voltou à pista em nova situação, mais agravada, de aterragem forçada”, relata o documento.
A investigação permitiu concluir que o avião, depois de ressaltar no asfalto, “elevou-se a uma altura de 12 pés (3,65 metros)”, voltando depois ao contacto com a pista.
A análise dos dados do avião indica que, nesta aterragem, o avião sofreu uma pressão de 2,13 g no primeiro impacto e 4,86 g no segundo.
O relatório indica que, no estacionamento, “o comandante reportou aterragem forçada ao mecânico de serviço”, acrescentando que a inspecção visual realizada por este técnico e pelos pilotos “não detectou qualquer anomalia” no trem de aterragem.
Por essa razão, o avião partiu de Ponta Delgada com destino a Lisboa, num voo que decorreu “sem qualquer anomalia”, tendo aterrado na capital portuguesa às 23:30.
Posteriormente, quando o avião foi sujeito a uma inspecção, realizou-se um estudo mais profundo, tendo em conta todos os factos e informação dos dados disponibilizados pelos instrumentos da aeronave.
O relatório refere que foi executada, a 6 de Agosto, a inspecção recomendada para ‘grave aterragem forçada’, não tendo sido detectados mais danos visíveis na aeronave do que os já anteriormente referidos.
“As jantes e os pneus dos trens principais e do nariz apresentavam sinais de terem sido sujeitos a esforços consideráveis, notando-se nas paredes destes últimos as marcas de deflexão da borracha na altura dos impactos com o solo”, refere o documento.
O Gabinete salienta que a investigação deste acidente não tem como objectivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas “a formulação de recomendações que evitem a sua repetição”.
A divulgação dos ensinamentos apurados durante a investigação, que possam prevenir futuros acidentes, é outro dos objectivos deste trabalho.
Nessa perspectiva, a Lusa apurou que o executivo açoriano já deu instruções à SATA para respeitar escrupulosamente as recomendações que vierem a ser dadas na conclusão desta investigação, num processo que deve ser rigoroso e transparente.
As conclusões finais desta investigação e as respectivas recomendações devem ser divulgadas durante a próxima semana.
O acidente ocorreu a 4 de Agosto, às 20:40, quando o A-320 da SATA, com 166 passageiros e sete tripulantes a bordo, aterrou no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, no final de um voo com origem em Lisboa.
O avião era tripulado por um comandante português, de 44 anos, com uma experiência de cerca de 4.600 horas de voo.
O relatório refere que o voo e a aproximação à pista “decorreram sem incidentes”, tendo o problema surgido no momento da aterragem.
“A aeronave efectuou uma aterragem forçada, ressaltou no asfalto e voltou à pista em nova situação, mais agravada, de aterragem forçada”, relata o documento.
A investigação permitiu concluir que o avião, depois de ressaltar no asfalto, “elevou-se a uma altura de 12 pés (3,65 metros)”, voltando depois ao contacto com a pista.
A análise dos dados do avião indica que, nesta aterragem, o avião sofreu uma pressão de 2,13 g no primeiro impacto e 4,86 g no segundo.
O relatório indica que, no estacionamento, “o comandante reportou aterragem forçada ao mecânico de serviço”, acrescentando que a inspecção visual realizada por este técnico e pelos pilotos “não detectou qualquer anomalia” no trem de aterragem.
Por essa razão, o avião partiu de Ponta Delgada com destino a Lisboa, num voo que decorreu “sem qualquer anomalia”, tendo aterrado na capital portuguesa às 23:30.
Posteriormente, quando o avião foi sujeito a uma inspecção, realizou-se um estudo mais profundo, tendo em conta todos os factos e informação dos dados disponibilizados pelos instrumentos da aeronave.
O relatório refere que foi executada, a 6 de Agosto, a inspecção recomendada para ‘grave aterragem forçada’, não tendo sido detectados mais danos visíveis na aeronave do que os já anteriormente referidos.
“As jantes e os pneus dos trens principais e do nariz apresentavam sinais de terem sido sujeitos a esforços consideráveis, notando-se nas paredes destes últimos as marcas de deflexão da borracha na altura dos impactos com o solo”, refere o documento.
O Gabinete salienta que a investigação deste acidente não tem como objectivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas “a formulação de recomendações que evitem a sua repetição”.
A divulgação dos ensinamentos apurados durante a investigação, que possam prevenir futuros acidentes, é outro dos objectivos deste trabalho.
Nessa perspectiva, a Lusa apurou que o executivo açoriano já deu instruções à SATA para respeitar escrupulosamente as recomendações que vierem a ser dadas na conclusão desta investigação, num processo que deve ser rigoroso e transparente.
As conclusões finais desta investigação e as respectivas recomendações devem ser divulgadas durante a próxima semana.
Lusa /AO online
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