Eleições Legislativas 2009

Félix Rodrigues diz que sondagens servem para "baralhar o freguês"

Regional /
Félix Rodrigues

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Candidato centrista à Assembleia da República nas eleições de 27 de Setembro considera que os eleitores são confundidos por sondagens e misturas de imagem com quem não é candidato ao Parlamento nacional
 

O Ensino parece estar a dominar quase todas as declarações políticas por estes dias ou não tivesse, afinal, a campanha para a Assembleia da República começado, praticamente, ao mesmo tempo que mais um regresso a escola...

E foi à porta da Escola Secundária Domingos Rebelo - onde os jornalistas foram obrigados a ficar enquanto durou o encontro entre o candidato e os responsáveis por este estabelecimento de Ensino, em Ponta Delgada– que falou esta manha o cabeça de lista do CDS PP pelos Açores.

Félix Rodrigues recorreu a uma “lenda académica” para avaliar o desempenho do Governo da República no que à Educação diz respeito.

“Teve ideias boas e originais, é pena que as boas não sejam originais e que as originais não sejam boas!”, disse.

Exemplos? O Magalhães que disse ter só ter sido embrulhado em Portugal e como uma má ideia ainda que original, o contestado modelo de avaliação do desempenho dos professores que, adiantou o candidato, muita se admira que um deles sequer possa pensar em votar no PS.

“Depois de serem espezinhados, maltratados por este Governo, ainda lhes passa pela cabeça votar Partido Socialista! E quando não pensam votar PS, vão votar Bloco de Esquerda que se coligará, obviamente, com o PS. Portanto, eu não percebo!”, comentou o candidato que defende um pacto de regime para a Educação que não se que não se limite a uma legislatura de quatro anos.

Perante esta declaração, foi colocada a pergunta: conhecidas que foram sondagens que colocam quase lado a lado  PS e PSD nas intenções de voto, entende o candidato que a opção eleitoral é também, agora,  colocada entre uma coligação PS/BE ou PSD/PP , Félix Rodrigues respondeu que as sondagens deviam ser proibidas.

“Acho que deviam ser proibidas determinantemente as sondagens, que têm um objectivo nítido que é influenciar as pessoas e confundi-las! Á partida todo e quaquer partido está em pé de igualdade para concorrer e o que devia ser necessário era esclarecer devidamente quais são as ideias que defendem”, disse.

Por outro lado, o candidato considerou que “se mistura tudo muito bem para enganar o freguês (eleitor)” dando o exemplo  de caras que aparecem nos cartazes de propaganda “que nem candidatos são”. E frisou: “A drª Berta Cabral não é candidata à Assembleia da República, o Sr. Carlos César não é candidato à Assembleia da República, porque é que tem que 'andar' num cartaz?”