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Álamo Menezes fala sobre valor das coimas aplicadas por infracções ambientais

Álamo Meneses afirma que atirar lixo para as ribeiras é uma prática social

 

Natureza nos Açores é misto de ameaças e conservação

Regional | 2009-07-28 22:28

A conservação ambiental nos Açores apresenta “uma situação mista”, afirma o secretário regional do Ambiente e Mar, no dia em que se celebrou o Dia Nacional da Conservação da Natureza.

Álamo Menezes indicou que existem “algumas ameaças  e zonas com intervenção urgente e outras zonas que se encontram em óptimo estado de conservação”.
O responsável pelo Ambiente acrescentou que há locais nos Açores que são as zonas com melhor conservação na Europa, destacando a existência desses locais em São Miguel, Terceira e Pico.

No entanto, o avanço das plantas invasoras, em terra e no mar, preocupa o responsável do Governo Regional, pelo facto de estarem a ganhar às espécies nativas.

Para combater esse problema existe um plano regional de combate às plantas invasoras que está a ser aplicado nas zonas mais ameaçadas.

Relativamente aos restantes problemas ambientais, Álamo Menezes destacou a necessidade de investir na educação ambiental da sociedade, para evitar que sejam colocados resíduos sólidos em zonas proibidas.

Neste domínio, Álamo Menezes, destacou a existência dos serviços de recolha de “monstros” implementado pela maioria dos municípios dos Açores, que recolhem de forma gratuita o lixo de grandes dimensões dos cidadãos.

“As câmaras estão a fazer um grande esforço e aquilo que oferecem é muito mais do que existe fora dos Açores. Na Europa, as pessoas precisam de pagar para o serviço de recolha desse lixo. Nos Açores, um simples telefonema resolve o problema. Ou seja, não é por falta de soluções e empenhamento que continua a existir esta situação”, admite.

O secretário regional do Ambiente e Mar acrescenta que “há uma ignorância das pessoas e cultura de desleixo em relação aos resíduos porque, na maior parte dos casos, as pessoas gastam mais dinheiro e tempo a transportar um dos monstros, do que se tivessem ligado para a câmara municipal”.

Com este comportamento “ilegal”  as pessoas colocam em causa o ambiente nos Açores, arriscam a aplicação de uma elevada coima, quando “poderiam resolver o problema de forma gratuita com uma simples chamada telefónica”, concluiu.

 

Leia esta reportagem na íntegra na edição de quarta-feira, 29 de Julho de 2009, do Açoriano Oriental

 

Luís Pedro Silva

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