Primeiro aquário virtual dos Açores sem data prevista de abertura

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aquário virtual em Porto Pim

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Inauguração foi anunciada há um ano mas aquele que iria fazer parte do que o presidente do Governo apelidou de “núcleo de referência mundial em oceanografia e pescas”, na Horta, ‘navega’ em ‘águas paradas’. Por sua vez a construção do aquário de água salgada é tida como “eventual”(Com ficheiro áudio)

 


 

A inauguração para o Verão de 2008 do primeiro aquário virtual dos Açores, em Porto Pim, na Horta, foi anunciada em Fevereiro do ano passado por Ana Paula Marques, na altura secretária regional do Ambiente e Mar. Mas até à data, a estrutura que custou cerca de 400 mil euros, nunca abriu as portas.
Álamo Meneses, o actual secretário, não se recorda no entanto deste anúncio, difundido  de resto pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS) do Governo Regional.
“Eu creio que nunca foi anunciado a abertura para o Verão do ano passado... foi anunciado a construção do edifício,” comentou.
Refira-se, porém, que a nota do GaCS era então assim titulada: “Primeiro aquário virtual dos Açores abre no Faial no Verão.” E no corpo da nota informativa podia-se ler que “o primeiro aquário virtual dos Açores, que terá como objectivo dar a conhecer os ecossistemas oceânicos mais emblemáticos desta região do Atlântico, vai ser inaugurado no Faial no próximo Verão”.
O actual secretário diz que o Governo não tem uma data prevista para inaugurar a obra pois falta conceber os conteúdos e adquirir a tecnologia que vai ‘encher’ o espaço.
De resto, a própria obra cujo prazo estimado de execução previsto era de 180 dias, sofreu alguns atrasos, ao que se sabe devido à cúpula.
“Aquilo que me parece que era a intenção foi ter o edifício concluído no Verão passado, até porque além da complexidade estrutural (do próprio edifício) envolve um conjunto de questões de natureza criativa que muito dificilmente se podem colocar em termos de prazos e por isso, por uma questão de prudência, eu diria que nós não temos uma data prevista (...). A criação artística não se faz propriamente de cronómetro na mão”, disse.

(Pode ler esta reportagem na íntegra na edição desta terça-feira, 19 de Maio de 2009, do Açoriano Oriental)