Lançamento de 'Mind at Large' "tinha que ser nas Sete Cidades"
Cultura e Social 2009-04-08 08:31
O grupo "Blasted Mechanism" está nos Açores para lançar o seu novo álbum "Mind at Large", num concerto que decorre junto à Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel, esta quarta-feira (Com vídeo)
Como novo vocalista da banda e com um novo álbum, esta é uma responsabilidade grande?
Guitshu (G)- É, tenho o peso dessa responsabilidade. Eu costumo dizer, em conversas entre nós, que até aqui, de alguma forma, andei ao colo com um ‘bebé’ que era meu, mas não de ‘sangue’. Mas agora ao colaborar com as minhas letras e imputs, é claro que ganhou outra cor, porque este projecto passa a ser meu também. Agora, mais do que nunca sinto-me dos Blasted.
Onde andava antes dos Blasted?
G - A trabalhar...eles foram buscar-me à sarjeta...literalmente (risos).
Como é que o descobriram?
Ary (A)- Bom, não foi propriamente numa sarjeta (riso). Mas, acho que foi um composto de situações do universo que nos levaram ao Pedro (Guitshu). A voz dele já nos tinha despertado a atenção, porque é uma voz diferente. E depois, quando o conhecemos foi como se ele já fizesse parte dos Blasted, mesmo sem ter participado activamente connosco.
Em que é que este disco é diferente dos anteriores?
A - Este disco é mais musicalmente um veículo de expressão grupal. Houve um conjunto de condições que permitiram que as letras finalmente reflictam bastante mais do imaginário. Uma condição para seguirmos em frente, foi criarmos uma coisa que fizesse mais ‘sentido’ dentro do conceito que pretendíamos.
A lenda da Atlântida seduziu-vos de alguma maneira a virem às Sete Cidades?
G - No início não teve nadaa ver com a lenda da Atlântida. O objectivo inicial era sairmos do contexto urbano. Para além disso, o lançamento do álbum coincidia com a Primavera, daí não valia a pena estarmos num sítio fechado, como acontece a maior parte das vezes. E porque não aproveitar esta componente natural?
Como é que uma banda como a vossa, que aposta sempre na tecnologia e num visual diferente do habitual, passando assim, por um grupo musical urbano, de repente explora os espaços abertos?
G - Porque esta é a nossa primeira ligação. Em outras experiências aprendi uma frase que era “vim cá cumprir o caminho de Deus, mas fui desviado pelo Homem”. A cidade chama-nos e resume os nossos sonhos a um carro e um plasma...e isto acaba por se tornar a felicidade....
A - As Sete Cidades, esta envolvência tem muito a ver com isso. O “Mind at Large” tem mesmo a ver com isso, ou seja com o quebrar das barreiras que nos são impostas. O importante é sairmos dessas barreiras e encontrarmos o nosso próprio eu...se isto acontecesse os conflitos acabariam. “O Mind at Large” tinha que ser nas Sete Cidades.
Guitshu (G)- É, tenho o peso dessa responsabilidade. Eu costumo dizer, em conversas entre nós, que até aqui, de alguma forma, andei ao colo com um ‘bebé’ que era meu, mas não de ‘sangue’. Mas agora ao colaborar com as minhas letras e imputs, é claro que ganhou outra cor, porque este projecto passa a ser meu também. Agora, mais do que nunca sinto-me dos Blasted.
Onde andava antes dos Blasted?
G - A trabalhar...eles foram buscar-me à sarjeta...literalmente (risos).
Como é que o descobriram?
Ary (A)- Bom, não foi propriamente numa sarjeta (riso). Mas, acho que foi um composto de situações do universo que nos levaram ao Pedro (Guitshu). A voz dele já nos tinha despertado a atenção, porque é uma voz diferente. E depois, quando o conhecemos foi como se ele já fizesse parte dos Blasted, mesmo sem ter participado activamente connosco.
Em que é que este disco é diferente dos anteriores?
A - Este disco é mais musicalmente um veículo de expressão grupal. Houve um conjunto de condições que permitiram que as letras finalmente reflictam bastante mais do imaginário. Uma condição para seguirmos em frente, foi criarmos uma coisa que fizesse mais ‘sentido’ dentro do conceito que pretendíamos.
A lenda da Atlântida seduziu-vos de alguma maneira a virem às Sete Cidades?
G - No início não teve nadaa ver com a lenda da Atlântida. O objectivo inicial era sairmos do contexto urbano. Para além disso, o lançamento do álbum coincidia com a Primavera, daí não valia a pena estarmos num sítio fechado, como acontece a maior parte das vezes. E porque não aproveitar esta componente natural?
Como é que uma banda como a vossa, que aposta sempre na tecnologia e num visual diferente do habitual, passando assim, por um grupo musical urbano, de repente explora os espaços abertos?
G - Porque esta é a nossa primeira ligação. Em outras experiências aprendi uma frase que era “vim cá cumprir o caminho de Deus, mas fui desviado pelo Homem”. A cidade chama-nos e resume os nossos sonhos a um carro e um plasma...e isto acaba por se tornar a felicidade....
A - As Sete Cidades, esta envolvência tem muito a ver com isso. O “Mind at Large” tem mesmo a ver com isso, ou seja com o quebrar das barreiras que nos são impostas. O importante é sairmos dessas barreiras e encontrarmos o nosso próprio eu...se isto acontecesse os conflitos acabariam. “O Mind at Large” tinha que ser nas Sete Cidades.
Leia esta entrevista na íntegra no Açoriano Oriental de Quarta-feira, dia 8 de Abril de 2009
Paulo Simões/Rita Sousa
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