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Situação da televisão nos Açores é "miserável" e "de ruptura"

Regional | 2008-05-13 22:24

O director da RTP-Açores, Pedro Bicudo, denunciou que a situação da televisão é "miserável" e de "ruptura", afirmando que os meios técnicos e de gestão são insuficientes.
Falando na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, Pedro Bicudo, contou que os meios técnicos de que dispõem a RTP e a RDP-Açores "não são suficientes para levar a cabo o cumprimento do serviço público".

    "A televisão está em fase primária, em termos técnicos e de instalações. Os meios são de ruptura. Nos últimos dez anos não entrou uma câmara na RTP. Não temos capacidades. As câmaras têm avarias e temos que interromper os programas e recorrer a cassetes com programas gravados, para manter a emissão", contou.

    Ao nível da gestão, o responsável considera também ter a capacidade limitada.

    "Temos a responsabilidade da gestão diária de dois canais no ar, com a agravante de ser uma região autónoma com diversas ilhas e diferentes especificidades", afirmou, contando depois, como exemplo, que para viajar nos Açores, entre ilhas, tem que pedir autorização à administração para que lhe seja marcada a passagem.

    Por isso, Pedro Bicudo preconiza no futuro "a autonomia de gestão dos canais".

    Questionado sobre as audiências nos Açores, o responsável respondeu que o último estudo sobre a matéria tem dois anos e lamentou a diferença de tratamento a que é votada a RTP Açores em comparação com o continente, onde há estudos diários.

    A propósito, Pedro Bicudo disse ter já pedido um estudo que permitisse uma base de trabalho mais actualizada e contou que está a tentar desenvolver com a Universidade dos Açores um trabalho de audiometria diária.

    "Sem este tipo de trabalho é difícil aferir se estamos a cumprir com sucesso o serviço público", considerou.

    O deputado socialista Ricardo Rodrigues lembrou que está prevista a construção de raiz de um novo edifício que albergue a RTP e a RDP Açores.

    Pedro Bicudo lamentou por sua vez que não haja ainda data para a construção das instalações, sem as quais também não haverá novos equipamentos.

Lusa / AO online

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