Walk&Talk: “mais responsável” junta 80 artistas em São Miguel

Walk&Talk: “mais responsável” junta 80 artistas em São Miguel

 

Miguel Bettencourt Mota   Cultura e Social   6 de Jun de 2018, 12:18

Oitava vida do festival Walk&Talk vai juntar 80 artistas em São Miguel. A Anda & Fala, associação que organiza o evento, antecipa uma edição festiva e responsável, num ano em que contou com o apoio da Direção-Geral das Artes

A oitava edição do Walk&Talk vai decorrer de 29 de junho a 15 de julho e, este ano, o festival regressa “mais festivo” mas também “mais responsável” a São Miguel, juntando cerca de 80 artistas de várias geografias e de diferentes correntes artísticas na ilha.

“Participam no festival à volta de 80 artistas e, olhando à equipa, aos programadores e curadores que também vêm, estamos a falar de cerca de 120 pessoas”, deu conta o diretor artístico do festival, Jesse James, aos órgãos de comunicação social, após a apresentação pública da programação do evento, que teve esta terça-feira lugar no Teatro Micaelense.

Significa isto que a oferta em cartaz não aumenta por comparação à anterior edição, mesmo com a ‘boa notícia’ do apoio de 130 mil euros concedido por parte da Direção-Geral das Artes (DGArtes) e com a manutenção dos incentivos financeiros autárquicos e regionais. Isto porque, se agora é permitido à associação Anda & Fala sonhar com um futuro mais ambicioso, também lhe é exigido encarar o presente com mais pragmatismo.

“Perante o apoio [da DGArtes], tínhamos dois caminhos: aumentar a programação – que é uma pressão, naturalmente – ou pensar como é que o festival se poderia tornar mais responsável”, declarou Jesse James. A organização acabou por optar pela segunda via, melhorando as capacidades de produção do evento – “até então bastante precárias”, reconheceu – e dando mais um passo para a profissionalização da Anda & Fala.

Não obstante o caminho “responsável” que a associação optou por trilhar, o evento volta a convidar o público a assistir à adição de novos projetos no Circuito de Arte, a acompanhar trabalhos desenvolvidos em residência artística e a participar num programa alargado a exposições, concertos, performances, conversas e atividades de conhecimento em torno das artes.

O Circuito de Arte, este ano, vai contar com curadoria da inglesa Dani Admiss que convidou Composaz, Daniel Rourke & Luiza Prado, Navine Khan Dossos, Sascha Pohflepp & Chris Woebken, Shift Register - Jamie Allen & Martin Howse a fazerem parte de “uma lógica curatorial” que se propõe a aprofundar “a forma como a noção de ilha tem sido pensada ao longo dos anos”, adiantou Sofia Carolina Botelho, também diretora artística do Walk&Talk, durante a apresentação do evento.

Tal como o Circuito de Arte, o programa de residências artísticas assume um papel nuclear no festival. Nesta oitava edição, destaque para as residências de Pauliana Valente Pomentel, Maya Saravia, João Mourão e Luís Silva, André Uerba.

O Walk&Talk volta a incorporar uma ‘summer school’ e, entretanto, reforça a sua aposta na programação musical.

A organização divide a curadoria musical com Henrique Ferreira, fazendo constar no cartaz nomes como Casabranca, Luis da Riviera, Lil Sosa Kane + Genes, Conan Osiris, Elliot Sheedy e Voyager.

‘Antes’, de Pedro Penim, ‘Tu de Quem És’, de Miguel Damião & Lúcia Moniz, são os espetáculos de teatro que subirão à cena do Teatro Micaelense, que acolherá também a performance ‘Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos’, de Gustavo Círiaco.


Mezzo Atelier assinam o primeiro pavilhão do festival de arte pública


Os arquitetos Giacomo Mezzadri e Joana Oliveira dão vida ao projeto Mezzo Atelier e desenharam a ‘nova casa’ do festival Walk & Talk.

O espaço, de caráter efémero, funcionará como uma espécie de centro nevrálgico do evento e estará localizado junto ao Teatro Micaelense, com quem estabelecerá uma relação híbrida durante os dias do festival.

Todos os anos se fará um novo pavilhão, mas este primeiro, idealizado pela dupla Mezzo Atelier, conta com várias particularidades. Contempla um palco móvel, está inspirado nas estufas de ananás e nas esquadrilhas das procissões da Região, e projetado para ser convidativo ao público e receber vários eventos.




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