Variedades de queijadas multiplicam-se em São Miguel graças a novas experiências

Variedades de queijadas multiplicam-se em São Miguel graças a novas experiências

 

LUSA/AO Online   Regional   15 de Mar de 2015, 12:37

Com uma base similar, o fabrico de queijadas tem vindo a aumentar na ilha de São Miguel, com recurso a novos e diferentes ingredientes que acabam por resultar de simples experiências confecionadas em pequenas unidades familiares.

“A doçaria evoluiu muito desde os tempos conventuais para uma diversidade de tamanho, sobretudo. Aquilo que começou por ser um bolo agora é uma queijada”, explicou à Lusa o presidente da Confraria Gastronómica “Gastrónomos dos Açores”, António Cavaco, admitindo que já possam existir em São Miguel "mais de meia dúzia" de variedades de queijadas. A par da produção das tradicionais queijadas de Vila Franca do Campo e das queijadas de leite de São Miguel, António Cavaco sublinhou que os fabricantes têm vindo "a inovar, pesquisam e introduzem as suas experiências", criando novos produtos. Um destes exemplos é a queijada de inhame das Furnas, "uma inovação feliz", segundo o autor do livro “Sabores das Ilhas”, baseado numa série televisiva com o mesmo nome. "A diversidade deriva da desmontagem de um doce que era tradicional e conventual para pequenas doses, as queijadas ou os bolinhos. Além disso, a questão da procura dita também esta desmultiplicação, porque ninguém vai a uma pastelaria comprar um bolo grande para consumir apenas uma ou duas fatias, mas uma queijada, se calhar, já compram", explicou António Cavaco. O gastrónomo lembrou ainda que existe nos Açores uma multiplicidade de queijadas, como as da Graciosa, as queijadas Dona Amélia, as Queijadas da Avó ou as queijadas de arroz e de massa. "Enfim, há uma multiplicidade de queijadas e isso deriva da procura", acrescentou, indicando ainda, por exemplo, que no caso das famosas queijadas de Vila Franca do Campo, de São Miguel, existem atualmente "três ou quatro pessoas", da mesma família, a confecionarem aquele doce. Segundo o gastrónomo, as bases "acabam por ser sempre as mesmas" e "o resto é uma questão de tentativa e erro que as pessoas vão ensaiando e assim criam novos apontamentos", admitindo que outros doces ficam "no segredo familiar", porque acabam por nunca ser comercializados. Ainda recentemente, e segundo anunciou a autarquia, as “Queijadas de Vila Franca do Campo” produzidas pela empresa Queijadas de Adelino Morgado & Filhas alcançaram a medalha de ouro na categoria “queijadas” no 4.º Concurso Nacional de Doçaria Conventual Portuguesa que decorreu a 05 de março em Santarém.


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