Universidade estuda valor ecológico e económico da floresta dos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Nov de 2016, 15:31

Investigadores da Universidade dos Açores pretendem quantificar o valor ecológico e económico da floresta no arquipélago, que representa 30% da área das nove ilhas, um projeto financiado em 150 mil euros e que termina em 2019.

 

“O que pensámos fazer é uma interação entre a economia e a ecologia, como é que o valor ecológico [da floresta dos Açores] pode ser quantificado em termos económicos e quais os serviços e valores que podemos obter”, afirmou hoje à agência Lusa o investigador responsável pelo projeto, Luís Silva.

O projeto científico, denominado “Forest-Eco²”, com duração de três anos, envolve biólogos, um geógrafo e economistas da Universidade dos Açores, tendo sido financiado em 85% pelo Programa Operacional dos Açores 2020 e em 15% pelo orçamento da Região Autónoma dos Açores, através da Direção Regional da Ciência e Tecnologia.

O biólogo Luís Silva destacou que este projeto de investigação visa, também, sugerir medidas para, futuramente, valorizar e utilizar os recursos florestais existentes de forma sustentável.

Segundo o responsável, a investigação científica vai utilizar como modelo as ilhas de São Miguel, Terceira e Pico, pelas diferenças florestais existentes.

“Gostaríamos, por exemplo, de ter um sistema de informação geográfica em que fosse possível mapear os diferentes tipos de florestas existentes e qual o seu valor”, referiu Luís Silva, explicando que nos Açores há florestas de produção, naturais e endémicas, que corresponde cada uma delas a cerca de 10% da área das ilhas.

No caso da floresta de produção, o investigador responsável pelo projeto referiu que predomina na ilha de São Miguel a criptoméria, na Terceira o eucalipto e no Pico o pinheiro, dispersas por terrenos públicos e privados.

Além da investigação científica, o projeto inclui uma parte de interação com intervenientes em áreas com interesse para a valorização da floresta dos Açores, tendo já ocorrido uma primeira reunião para recolha de opiniões sobre o atual cenário e previsão de como estas áreas irão evoluir.

“Dessa interação com os intervenientes a nível social vamos fazer um livro branco da floresta dos Açores, com uma caracterização de base, um pouco da história, a situação atual e depois incluir a visão de cada uma das entidades sobre a floresta”, revelou Luís Silva, acrescentando que, neste caso, a intenção é abranger as nove ilhas dos Açores.

Este projeto de investigação científica decorre no âmbito do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade dos Açores, estando a gestão administrativa e financeira a cargo da Fundação Gaspar Frutuoso.

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