UGT/Açores considera que grande parte do investimento do Plano para 2015 não é "real"

UGT/Açores considera que grande parte do investimento do Plano para 2015 não é "real"

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Out de 2014, 12:34

O líder da UGT/Açores considera que "grande parte" das dotações financeiras da anteproposta do Plano Anual de 2015 não se destinam ao "investimento real", enquanto outra parte é canalizada para compromissos financeiros já assumidos.

“Por conclusão empírica, achamos que grande parte das dotações distribuídas pelos 14 programas, 84 projetos e 448 ações não se destinam ao investimento real, ou seja, em formação bruta de capital fixo”, declara Francisco Pimentel no seu parecer sobre o plano para 2015.

O líder regional dos Açores da União Geral de Trabalhadores (UGT) acrescenta no documento, a que a agência Lusa teve acesso, que “outra parte daquelas dotações está destinada ao pagamento de compromissos financeiros assumidos anteriormente, não produzindo assim o expetável efeito multiplicador na economia”.

“Se assim não fosse, não se compreenderia como é que que numa região onde o Plano tem um grande peso na sua economia, superior ao nacional, não esteja a produzir os efeitos positivos desejados, ou seja, crescimento económico e consequente criação de emprego”, refere o líder da UGT/Açores.

O dirigente sindical preconiza que se centre respostas na promoção do crescimento económico, na criação de emprego e na “correção das injustiças sociais” criadas no próximo Plano Anual.

“A solução, lá como cá, passa por uma política virada para o crescimento económico onde o investimento produtivo assuma um papel primordial no leque de opções a tomar, pois só este será capaz de proporcionar a criação de emprego duradoiro e sustentável”, defende-se no documento.

O líder da UGT/Açores espera que o Governo Regional utilize o Plano Anual de 2015 e as restantes prerrogativas previstas no Estatuto Político-Administrativo dos Açores como “instrumentos úteis para contrariar o ainda cenário negro que se perspetiva”.

Referindo-se especificamente a eixos da anteproposta do Plano Anual de 2015, o sindicalista defende a promoção de “políticas eficazes” no desenvolvimento do setor produtivo com base em potencialidades endógenas.

O responsável regional aponta também a importância de dinamizar a construção civil em associação com a qualificação de infraestruturas turísticas, bem como a monitorização das medidas da Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial, da autoria do Governo Regional.

O “redimensionamento” dos concursos das obras públicas em função da capacidade das empresas regionais/nacionais, visando salvar empresas e empregos, e o “pagamento atempado” a fornecedores por parte do Governo dos Açores constituem outras das medidas defendidas no parecer da UGT/Açores.

Francisco Pimentel defende ainda como forma de “contrariar a tendência deflacionista” que se regista na Europa, no país e na região a “insistência nos aumentos salariais entre 2,5% e 3%, a começar pela atualização do salário mínimo, contribuindo assim para a reposição do poder de compra perdido nos últimos anos”.


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