Sintap/Açores reivindica aumento da remuneração complementar em 2017


 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   2 de Mar de 2017, 17:34

O Sintap/Açores, afeto à UGT, reivindicou a atualização da remuneração completar, a regularização dos vínculos precários na administração pública e a atualização salarial para os trabalhadores de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)e Misericórdias.

"Renovamos a nossa proposta de aumento da remuneração complementar para 2017 superior a 10% atendendo a que a mesma não é alvo de qualquer atualização desde 2012, fazendo-se assim justiça para com os trabalhadores das administrações públicas regional e local com níveis remuneratórios mais baixos", pode ler-se no caderno de reivindicações para 2017, aprovado hoje por unanimidade, em Angra do Heroísmo.

O documento inclui 14 pontos, mas o sindicato realçou os primeiros três como mais urgentes, em conferência de imprensa, lamentando que não esteja prevista na proposta de orçamento da região para 2017, votada este mês, a atualização da remuneração complementar, que já tinha sido chumbada pela maioria socialista no Parlamento, no final da anterior legislatura.

O executivo açoriano prevê integrar nos quadros os trabalhadores com vínculos precários na administração pública regional, mas o Sintap critica o facto de não estar prevista uma audição aos sindicatos sobre esta matéria.

"Não há neste momento um levantamento, não sabemos quantos são. Não há intuito de audição dos sindicatos sobre esta matéria. Não sabemos qual será o papel dos trabalhadores ocupacionais", salientou Luís Armas, dirigente do Sintap.

Está prevista a integração dos trabalhadores com contrato a prazo há dois anos consecutivos, sem intervalos superiores a um mês, e dos trabalhadores com contratos de prestação de serviços há três anos e intervalos inferiores a 5%, o que deverá também dar resposta à carência de pessoal auxiliar nas escolas e serviços de saúde, igualmente assinalada no caderno reivindicativo.

O Sintap/Açores defende, por outro lado, a atualização salarial para os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Misericórdias, que já não têm aumentos desde 2009.

"A nossa proposta é no sentido de o subsídio de refeição ser idêntico ao da administração pública e haver nesta primeira fase um aumento salarial para os níveis remuneratórios absorvidos pelo ordenado mínimo regional, deixando para uma segunda fase os outros níveis remuneratórios", explicou Luís Armas.

O sindicalista lembrou que as negociações para a atualização do contrato coletivo de trabalho para trabalhadores das IPSS e Misericórdias decorrem desde o primeiro trimestre de 2016, adiantando que "está tudo bem encaminhado para haver aumentos salariais durante este ano".

O sindicato reivindica ainda a mobilidade intercarreiras dos trabalhadores da administração pública, que entretanto adquiriram habilitações académicas, à semelhança do que está a ser feito no continente português.

"Temos mais de uma centena de casos nos Açores de pessoas que sendo assistentes operacionais tiraram licenciatura e que fizeram requerimentos [para acederem a carreiras superiores] e estão a ser sistematicamente chumbados pela vice-presidência", lamentou o líder do Sintap/Açores, Francisco Pimentel.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.