Isto porque era vulgar haver famílias que iam batendo a todas as portas a pedir ajuda, recebendo muitas vezes apoios a duplicar - sobretudo em alimentação - quando havia outras famílias a necessitar que nunca os recebiam. Uma situação que, segundo a junta, acontecia porque as instituições trabalhavam de costas voltadas umas para as outras, prestando apoios a pessoas que não sabiam já terem sido apoiadas por outras instituições.
“A ideia foi reunir à mesma mesa todas as pessoas que fazem ação social na freguesia. Porque o que acontecia no passado era haver muitas entidades, mas cada uma a trabalhar por si, o que resultava num desperdício de recursos humanos e materiais, quando as pessoas beneficiavam ao mesmo tempo das várias instituições”, afirma o presidente de Junta de Freguesia de São Roque, Gilberto Rodrigues. Um exemplo disso era a distribuição de cabazes alimentares com famílias a serem beneficiadas com vários - porque batiam a várias portas - enquanto outras nunca os recebiam. Uma situação que foi corrigida, já por influência deste projeto.
Do grupo de intervenção social de São Roque fazem parte o Centro Social e Paroquial, a Junta de Freguesia, as técnicas de ação social e do Rendimento Social de Inserção da freguesia, a Igreja Paroquial e o núcleo da Cáritas.
Em conjunto, estas instituições prestam apoio a pelo menos 400 pessoas carenciadas em São Roque, entre elas muitos casos crónicos de pobreza, a que se juntaram agora novos casos de ‘pobreza envergonhada’.
