Romeiros da ilha de São Miguel encontram-se hoje com o papa Francisco

Romeiros da ilha de São Miguel encontram-se hoje com o papa Francisco

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2014, 06:43

A direção do Grupo Coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel, nos Açores, vai ser recebida esta quarta-feira pelo papa Francisco, na audiência semanal do chefe máximo da Igreja Católica, na praça de São Pedro, em Roma.

 

O coordenador do movimento adiantou à agência Lusa que na audiência, marcada para as 10:00 de Roma (9:00 em Lisboa e 08:00 nos Açores) o grupo vai entregar em mão “um ramalhete espiritual” que contém as orações feitas em intenção do papa Francisco pelos romeiros que saíram em peregrinação na última quaresma.

“Vamos levar duas miniaturas de um xaile e de um lenço e um terço de lágrimas ao Santo Padre e, de uma maneira muito especial, as orações que foram efetuadas durante a nossa caminhada espiritual que decorreram este ano, com 2.452 romeiros a rezarem a quaresma toda pelo Santo Padre”, afirmou João Carlos Leite.

As orações feitas pelos romeiros em intenção do papa, pedidas pelo bispo de Angra, António de Sousa Braga, fazem parte do “ramalhete espiritual” a entregar a Francisco, que contém também uma descrição das romarias e o seu contexto social, cultural e religioso na ilha de São Miguel.

“Fizemos um pequeno opúsculo sobre as romarias em que se refere muito sucintamente, talvez de uma maneira poética, as nossas romarias quaresmais, onde se inserem, o ambiente, a cultura, dando também algum conteúdo espiritual”, disse.

João Carlos Leite estará em Roma acompanhado por outro elemento da direção do Movimento de Romeiros de São Miguel e prevê que “seja uma experiência inesquecível”, tendo em conta que este papa “tem dado muito que falar”.

“Este papa induz-nos a sermos cristãos mais autênticos e ativos, de uma maneira particular debruçando-nos e olhando para aqueles que são mais desfavorecidos”, sublinhou.

As romarias quaresmais de São Miguel, segundo a tradição, tiveram origem na sequência de terramotos e erupções vulcânicas ocorridas no século XVI na ilha, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande.

Os ranchos (grupos de romeiros), constituídos só por homens, fazem uma caminhada que dura uma semana e devem cumprir um percurso sempre com mar pela esquerda, rezando e passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas da ilha de S. Miguel.

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