Responsável do Comando Operacional dos Açores gostaria de ver mais meios militares nas ilhas


 

Lusa/AO online   Regional   24 de Abr de 2015, 19:42

O responsável pelo Comando Operacional dos Açores (COA) declarou que os meios militares no arquipélago "nunca serão os suficientes", não escondendo o desejo de haver mais recursos nas ilhas.

 

"Os meios nunca serão os suficientes seja na proteção civil, seja nas Forças Armadas. Desejaríamos ter mais, os ramos das Forças Armadas estariam mais confortáveis se tivessem mais meios. São as condições que temos, que temos de potenciar", declarou o tenente-general Mourato Caldeira.

Mourato Caldeira prestava declarações aos jornalistas na ilha Graciosa, no âmbito do exercício militar conjunto AÇOR 15, que englobou também as ilhas de Santa Maria, São Miguel e Terceira, e que decorreu desde segunda-feira.

O comandante do COA considerou que exercícios militares este são importantes justamente para identificar e colmatar eventuais fragilidades.

A descontinuidade territorial dos Açores não ajuda também à gestão dos meios existentes, de acordo com Mourato Caldeira, num território constituído por nove ilhas espalhadas no meio do atlântico, com dimensões diversas e distâncias diferentes entre elas.

Para além das condições climatéricas geralmente adversas, Mourato Caldeira acentuou ainda "faltas de condições" que existem em algumas ilhas, exemplificando com os aeroportos onde têm de operar os meios aéreos militares.

"Terá de haver outras condições das próprias pistas e dos meios auxiliares de navegação para que essas aeronaves possam operar corretamente", declarou.

Questionado sobre que pistas não oferecem todas as condições de operacionalidade para os meios aéreos militares, o comandante do COA preferiu não o fazer, mas salvaguardou que as entidades gestoras dos aeroportos têm estas situações "perfeitamente identificadas" e que "estão a ser corrigidas", bem como os meios das Forças Armadas.

Perante um eventual cenário de catástrofe em ilhas como a Graciosa, o responsável pelo COA declarou que nunca estão "no próprio local todos os meios necessários", mas ressalvou que, se a questão se colocar, serão acionados por parte do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas os reforços que forem precisos.

Estiveram envolvidos no exercício militar AÇOR 15 cerca de 600 militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, bem como a corveta NRP Jacinto Cândido, um avião C 295 e um helicóptero EH 101.

Mourato Caldeira disse que o AÇOR 15, projetado com cerca de um ano de antecedência, vai agora conhecer uma fase de elaboração de conclusões, através de equipas de arbitragem que vão identificar as deficiências encontradas, visando colmatá-las e tornar as Forças Armadas ainda mais eficazes.

Para além da sua vertente militar, tanto a Força Aérea Portuguesa como a Marinha desenvolvem nos Açores missões de busca e salvamento, de fiscalização da subzona dos Açores da Zona Económica Exclusiva (ZEE), a par das chamadas "evacuações médicas".

O Exército, por seu turno, já foi chamado a intervir em várias situações de catástrofe nos Açores, no âmbito da sua vertente de proteção civil, em colaboração com o Governo Regional e o poder local.

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