Residentes nos Açores não terão de adiantar mais de 320 euros para viagens ao continente

Residentes nos Açores não terão de adiantar mais de 320 euros para viagens ao continente

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Nov de 2014, 05:25

O Governo dos Açores afirmou hoje que os residentes nas ilhas não terão de adiantar mais do que 320 euros quando comprarem viagens para o continente, ao abrigo do novo modelo das ligações aéreas.

O novo modelo, que estará em vigor em 2015, garante que os residentes nos Açores pagarão, no máximo, 134 euros pelas viagens ao continente e se a companhia aérea lhes cobrar mais do que isso, serão posteriormente reembolsados da diferença pela administração central.

Durante um debate no parlamento dos Açores, na Horta, o deputado do PCP, Aníbal Pires, lembrou que os residentes no arquipélago pagarão no máximo 134 euros apenas quando forem "ressarcidos", porque no momento de comprar a viagem podem ter de adiantar "500, 600 euros", questionando "até onde" poderá ir esse valor.

Na resposta, o secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, revelou que também aqui há garantia de um teto máximo, de 320 euros, para os residentes. Isto porque o novo modelo permite aos residentes em qualquer ilha escolher o aeroporto de saída do arquipélago e se a opção for por um dos que mantêm obrigações de serviço público (ou seja, onde as rotas ao continente não estarão liberalizadas), o valor máximo dos bilhetes, antes do reembolso, será 320 euros.

Só as ligações entre o continente e as ilhas de São Miguel e Terceira serão liberalizadas em 2015, ao abrigo do acordo assinado entre o Governo Regional e do República.

"Na Madeira há uma liberalização que não existe nos Açores, porque o grande pomo da discórdia foi sempre garantir que os açorianos, residentes e estudantes tinham o limite máximo [de 134 euros]. E até o Governo da República concordar e concretizar um compromisso nessa matéria, nós não cedemos", disse, por seu turno, o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, que saudou o ministro da Economia, Pires de Lima, por ter percebido esta pretensão da região e desbloqueado o processo ao fim de três anos de negociações.

Partidos e executivo discutiam mais uma vez o novo modelo das ligações aéreas para o arquipélago e os motivos por que levou tanto tempo a conseguir um acordo com o Governo da República.

O PSD, através de Jorge Macedo, tinha de novo acusado o executivo regional de ter responsabilidade na demora, por, durante muito tempo, "não querer ouvir falar em liberalização", tendo sido a chegada de Pires de Lima (CDS-PP) e do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, ao Ministério da Economia que desbloqueou o processo.

Artur Lima, do CDS-PP, acabou por intervir no debate, para dizer que Sérgio Monteiro já era secretário de Estado antes de Pires de Lima ser ministro, sendo este o único interlocutor da região que mudou.

O plenário do parlamento dos Açores está esta semana a debater o Plano e Orçamento da região para 2015, tendo a análise das opções da Secretaria Regional dos Transportes e Turismo sido feita hoje.

Durante o debate, que foi dominado pela questão do transporte aéreo, Vítor Fraga disse estar "em fase de conclusão" a revisão do modelo das ligações inter-ilhas, aéreas e marítimas, que entrará em vigor em 2015.

O secretário regional disse, por outro lado, que até ao final deste ano será revista a Carta Regional das Obras Públicas, setor que também tutela, para refletir "a nova política de elegibilidade dos fundos comunitários".


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.