Reitor da Universidade da Madeira aposta na internacionalização da instituição


 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Mai de 2015, 09:48

O reitor da Universidade da Madeira (UMa) considerou que o objetivo da instituição, que na quarta-feira completa 27 anos, é a internacionalização, a par da demonstração de que "é necessária ao desenvolvimento social, cultural e económico da Região".

 

Segundo José Molarinho Carmo, "a internacionalização é uma área que vai ser necessário trabalhar bastante", numa instituição que, ao longo de 27 anos, conseguiu "aguentar a sua situação”, não obstante "os cortes financeiros”.

O reitor da UMa defende que é tempo de a instituição "apostar na formação avançada, nomeadamente nos segundos ciclos [mestrados] e nos cursos politécnicos de técnicos superiores profissionais".

Quanto a desafio da internacionalização, deve passar pela criação de cursos ligados à gestão hoteleira e ao turismo, a ministrar pelo Centro de Formação e Investigação em criação e que conta com a colaboração de uma universidade de Barcelona, bem como pela promoção de cursos destinados a executivos da área turística, mestrados em ecoturismo, informática, gestão, design e ciências do desporto.

No âmbito da cooperação universitária internacional, a UMa projeta desenvolver iniciativas com universidades do espaço da Macaronésia (Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde) através da criação de mestrados e doutoramentos, com mobilidade semestral dos alunos pelas diversas instituições de ensino superior daquela área.

A UMa, ainda no âmbito da política de internacionalização, desenvolve já parcerias com a Carnegie Mellon, nos Estados Unidos da América, através do M-ITI (Madeira-Interactive Technologies Institute), com a Danghua, na China, (áreas da nano-química e nano-matérias) e prepara cooperações com universidades do Brasil (Amazónia) e da Venezuela.

O ensino de cursos técnicos superiores profissionais através da implantação da Unidade Politécnica de Tecnologias e Gestão e a criação do terceiro ano de Medicina, numa cooperação com a Faculdade de Medicina de Lisboa, são outras prioridades da UMa.

Para o próximo ano letivo, está em equação a entrada em funcionamento dos cursos de instalações e redes de sistemas informáticos, agricultura biológica, guias da natureza e contabilidade e fiscalidade.

Outra exigência do atual corpo reitoral é aumentar de 2.800 (cifra que não conta com os estudantes Erasmus) para 3.000 o número de alunos nos próximos três anos: "a Universidade tem que crescer", diz José Molarinho Carmo.

A UMa tem um corpo docente de 220 professores e conta com um orçamento anual de 18 milhões de euros, com a comparticipação do Estado a rondar os 60 por cento.

Quanto ao Governo da República, a UMa aguarda a transferência de uma verba de 780 mil euros para compensações salariais e a homologação dos novos estatutos que permitirão acolher a Unidade Politécnica de Tecnologias e Gestão.

A anteceder o Dia da Universidade, que se assinala na quarta-feira, é apresentado hoje um livro sobre os 25 anos da instituição.

 

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