Região frisa importância da Dorsal Média-Atlântica na lista a Património Mundial

Região frisa importância da Dorsal Média-Atlântica na lista a Património Mundial

 

Lusa/AO online   Regional   1 de Jun de 2016, 12:02

O secretário da Cultura dos Açores disse hoje que a inclusão da Dorsal Média-Atlântica na lista indicativa de Portugal à classificação de Património Mundial pela Unesco valoriza a região e declarou-se convicto de que o processo culminará na classificação.

“É uma forma de valorização da nossa zona”, afirmou Avelino Meneses, na Calheta, ilha de São Jorge, adiantando ter recebido “esta iniciativa com satisfação e, sobretudo, com a convicção de que o processo chegará ao fim com a concretização da classificação por parte da Unesco”.

A Dorsal Média-Atlântica (DMA) “inclui parte das nove ilhas do arquipélago dos Açores e dos seus 596 ilhéus, o mar territorial, a subárea dos Açores da Zona Económica Exclusiva Portuguesa e a plataforma estendida contígua”, informa o Governo Regional.

“Neste espaço geográfico destacam-se como áreas relevantes os montes submarinos D. João de Castro, Condor, Princesa Alice, Sedlo, Altair, Antialtair e os complexos de montes submarinos MARNA (Mid Atlantic Ridge North of the Azores) e do Meteor, assim como os campos hidrotermais de profundidade a sudoeste dos Açores, todos incluídos no Parque Marinho dos Açores”, adianta.

Reconhecendo que a DMA “está, na sua maior parte, submersa”, o secretário da Educação e Cultura dos Açores salientou, contudo, a importância dos elementos visíveis no arquipélago, como o Algar do Carvão, na ilha Terceira, ou o vulcão da montanha do Pico.

A candidatura incluiu, ainda, a Furna do Enxofre, na ilha Graciosa, e o vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial.

Segundo a mesma nota, a DMA “foi inicialmente, em 1850, detetada por Matthew Maury”, e em 1870 uma expedição “confirmou a diminuição acentuada de profundidade na zona média do Atlântico”.

“A existência da cordilheira foi depois detetada por sonar em 1925 e, mais tarde, já nos anos 1950, realizou-se o primeiro mapeamento desta enorme estrutura geológica”, refere o executivo açoriano, explicando que “a DMA passou a ser aceite como evidência para a plausibilidade da teoria da deriva continental de Wegener e, mais tarde, da teoria tectónica de placas”.

De acordo com a nota, “os Açores, a ilha Jan Mayen, a Islândia, os Rochedos de São Pedro e São Paulo, as ilhas de Ascensão, Santa Helena, Tristão da Cunha, Gough e Bouvet, são todas expressões diretas e visíveis da DMA”.

“O valor universal excecional da DMA e da região dos Açores, expressa no seu património emerso e submerso, advém das características geológicas únicas que são um testemunho presente da história da Terra e, em particular, da formação do arquipélago”, acrescenta.

Para o Governo dos Açores, com a inclusão da DMA na lista indicativa, pretende-se que venha a beneficiar “de um enquadramento com outros bens internacionais já classificados ou a classificar, também relacionadas com a Dorsal Atlântica, no âmbito de um processo transnacional, que envolva outros países, como é o caso da Islândia, Noruega, Reino Unido, Irlanda, ou mesmo Brasil, se se considerar a extensão sul deste acidente geológico”.

Nos Açores, Angra do Heroísmo, na Terceira, e a Paisagem da Vinha da ilha do Pico, foram classificados como Património Mundial em 1983 e 2004, respetivamente.

 


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