PSD diz que a situação financeira do setor público empresarial é "dramática"

PSD diz que a situação financeira do setor público empresarial é "dramática"

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Mar de 2018, 16:26

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, considerou esta quarta-feira que a situação do setor público empresarial na região é “dramática” e responsabilizou o executivo socialista pelas dívidas, por exemplo, na área da saúde.

“Quando não há dinheiro para as coisas mais elementares da saúde pública e quando não se sabe quando é que se vai pagar, é sinal de que algo vai muito mal”, apontou, em declarações aos jornalistas, à margem da sessão de abertura das jornadas parlamentares do partido, que decorrem em Angra do Heroísmo.

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada denunciou, no início da semana, atrasos, alguns superiores a um ano, no pagamento a fornecedores dos hospitais a nível de "produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, equipamentos e outros bens de consumo".

“Na realidade, constata-se, em alguns casos, a existência de atrasos nos pagamentos dos fornecimentos em prazos superiores a 15 meses, quando na generalidade, deveriam ser pagos a dois meses, nos termos estabelecidos nos concursos”, frisou a associação empresarial, em nota de imprensa.

Os empresários anunciaram que "vão deixar de fornecer a crédito os hospitais, a partir do final do corrente mês, caso não haja garantias claras e fiáveis da resolução dos montantes em dívida, bem como do cumprimento dos prazos convencionados para novos fornecimentos".

Segundo Duarte Freitas, esta situação “dramática” é da responsabilidade do Governo Regional, que acusa de ir “empurrando com a barriga para a frente os problemas”.

“Este é um Governo que o que faz é tentar ter planos para corrigir as suas asneiras. Há um problema grave de pobreza, faz-se um plano para a pobreza. Quem é que é responsável? Vinte e um anos de governação. Há um problema grave no insucesso escolar. Quem é que é o responsável? O Governo Regional que está há 21 anos e faz-se um plano para o insucesso”, criticou.

O executivo açoriano anunciou, no final de fevereiro, uma reforma do setor público empresarial regional, que implicará a extinção e alienação de 17 empresas.

Para o líder regional social-democrata, este anúncio é motivado pelas dívidas das empresas públicas e não por uma questão ideológica.

“É a prova de que a reestruturação do setor público empresarial regional que foi anunciada não tem a ver apenas com a comissão de inquérito, nem muito menos com uma opção ideológica do Governo, tem a ver, isso sim, com a grande preocupação que existe por detrás das dívidas do setor público empresarial regional”, salientou.



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