Produtores precisam de melhorar a eficiência

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Luís Pedro Silva   Regional   23 de Jan de 2015, 10:00

Desafio com o final das quotas leiteiras poderá ser ultrapassado com o melhoramento da eficiência alimentar.
“Na minha terra existe o ranking do produtor com mais leite, com maior gordura e maior proteína, mas o que interessa para mim é quem ganha mais dinheiro”, afirmou José Luís Castillo, veterinário nutricionista, de forma pragmática durante o III Fórum Vacas Leiteiras, organizado pelo grupo Finançor.

 

O encontro que reuniu cerca de 300 produtores de leite de São Miguel serviu para apresentar diversas técnicas de “eficiência” na gestão de uma exploração de produção leiteira.

 

Segundo o médico veterinário, professor na Universidade Alfonso X el Sabio, em Madrid, “a eficiência alimentar é o segredo para se produzir leite a baixo custo”, acrescentando que “um silo de boa qualidade permite aumentar a produção de uma vaca em dois litros por dia”.

 

O especialista espanhol alerta ainda que os agricultores devem fazer as contas  para verificar se compensa “produzir leite com mais gordura ou proteína”, porque podem obter maior benefício financeiro produzindo leite com menos gordura.

 

“Não interessa se é uma exploração grande ou pequena. É tudo uma questão económica. A que for eficiente vai sobreviver e as que não forem vão acabar”, assume.

 

José Luís Castillo alerta que as vacas nos Açores, como circulam em pastagem, devem “corrigir a alimentação para compensar os gastos energéticos das suas caminhadas”, acrescentando que mantendo a mesma alimentação uma vaca em estábulo produz mais três litros por ano.

 

O vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Finançor, José Romão Braz, acredita que “o futuro passa pela eficiência na alimentação” e organizou este fórum para ajudar os produtores a melhorarem a forma como produzem leite.

 

“Quando se fala da eficiência alimentar estamos a falar do alimento entregue à vaca para produzir o leite. Como existe uma pressão nos preços, com o final das quotas leiteiras, precisamos de maximizar todas as forragens e complementando com concentrado (rações)”, referiu.

 

O empresário reconhece a existência de uma evolução “fantástica” na produção de leite nos Açores e acredita no sucesso do setor do leite.

 

“Tenho confiança que a Região vai conseguir suplantar este desafio (final das quotas), apesar de saber que alguns podem não conseguir sobreviver”, declarou.

 

José Romão Braz explicou que a empresa Finançor também procura baixar o preço das rações, mas explica que o valor está dependente do valor das matérias primas nos mercados internacionais. “Nem sempre o preço das rações está ligado com o preço do leite. Vamos estar sempre a fazer um esforço para apresentar o melhor preço possível aos nossos clientes”, sustentou.
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