PPM vai apresentar queixa contra Governo dos Açores por causa de veterinária

PPM vai apresentar queixa contra Governo dos Açores por causa de veterinária

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   4 de Jan de 2017, 14:40

O Partido Popular Monárquico anunciou que vai apresentar uma queixa junto dos tribunais a contestar a ausência do Corvo da médica veterinária colocada em permanência na ilha, mas o Governo dos Açores referiu que a situação está ultrapassada.

 

"A veterinária foi colocada na ilha do Corvo na sequência de um concurso em que concorreram três médicos. E agora qual não é o nosso espanto quando, afinal, a médica veterinária não desempenha funções de forma permanente na ilha do Corvo, porque não reside na ilha, pois reside nas Flores?", disse o líder do PPM, Paulo Estêvão, deputado na Assembleia Legislativa regional.

O parlamentar falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, onde alertou para "o gravíssimo precedente que representa o não exercício de funções, de forma permanente, da médica veterinária" na mais pequena ilha dos Açores.

Salientando que a ausência de um veterinário no Corvo se arrastava "desde 2015", o deputado referiu que, após "a apresentação na legislatura passada de um projeto de resolução do PPM, a questão ficou resolvida", mas agora a médica "não está a desempenhar funções na ilha", porque "não tinha casa, algo que pura e simplesmente não é verdade".

"Existe oferta de casas, as casas podem é não ter as condições que a médica quer, mas isto é um problema que afeta todos os funcionários públicos na ilha, os professores e também diversas entidades, e também os privados", referiu Paulo Estêvão, afirmando que "alguns professores" conseguiram residência no Corvo "depois de a médica veterinária ter sido colocada".

O deputado, que vai entregar "até final do mês" uma queixa junto dos tribunais, alega que se trata de uma situação "ilegal com a conivência vergonhosa do Governo Regional", do PS.

"Há aqui uma situação e um precedente gravíssimo, porque a partir de agora qualquer funcionário público que seja colocado na ilha do Corvo, não goste da residência e peça uma autorização ao governo, o governo autoriza", sustentou, notando que o executivo "tem imóveis na ilha em estado de degradação acentuada e não os recuperou para responder a estas situações".

O secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, referiu à Lusa que a situação "está ultrapassada" e que já foi encontrado alojamento para a médica.

"O governo, em colaboração com a câmara e com a Associação de Agricultores, está há muito tempo empenhado em encontrar uma solução e só agora foi possível", declarou, explicando que na terça-feira a veterinária "conseguiu garantir uma habitação, ainda que provisória, porque não corresponde às expectativas que ela tem e que são, naturalmente, legítimas".

Insistindo que a "situação está ultrapassada", João Ponte frisou que o executivo tratou deste processo sempre tendo em vista "o interesse público e o interesse das populações da ilha".


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