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PPM propõe plano regular de formação de professores

PPM propõe plano regular de formação de professores

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2016, 13:25

O cabeça de lista do PPM pelo Corvo, Paulo Estêvão, propôs hoje a criação de um programa de formação regular de professores, de âmbito regional, que permita responder ao "enorme défice" que existe nesta matéria nos Açores.

 

“Não há um plano regular de formação de professores. Os professores não têm formação quer a nível educativo e do ponto de vista específico das suas especialidades, quer seja história, matemática ou biologia. Não há uma formação regular e isto afeta a melhoria do sistema”, afirmou Paulo Estêvão, em declarações à agência Lusa.

A dois dias do fim da campanha para as eleições regionais, o líder do PPM visitou hoje a ampliação da Escola Secundária Mouzinho da Silveira, no Corvo, onde apontou "a degradação progressiva das condições de vida dos professores" e suas carreiras, cuja progressão "está congelada há muitos anos", afetando "o poder de compra" dos docentes, "muitos deles deslocados das suas residências e com despesas acrescidas de alojamento e alimentação".

Frisando que "somos o sistema educativo europeu com menos capacidade de dar resposta à formação que os professores necessitam e querem obter", o candidato preconizou a criação de um programa de formação de âmbito regional para "responder a este défice enorme".

“O que nós queremos é disponibilizar a verba a nível regional para criar um programa deste tipo que permita recuperar o tempo perdido e dar aos professores a formação que já se faz com regularidade em toda a Europa”, salientou Paulo Estêvão.

O líder do PPM, que volta a recandidatar-se pelo círculo eleitoral do Corvo, lamentou, ainda, que para "resolver os problemas" da mais pequena ilha dos Açores seja necessário, "às vezes, ir até ao limite".

"Tive de dizer no parlamento que se não fizessem as obras eu próprio pagaria", exemplificou Paulo Estêvão, criticando o facto de o Governo Regional socialista ter ido ao Corvo “várias vezes em visitas estatutárias”, mas “nem sequer fez a inauguração da ampliação” da escola, uma "obra de 150 mil euros" necessária para "a criação do ensino secundário".

Paulo Estêvão sublinhou, ainda, "o sucesso" que está a ter "o ensino da história, geografia e cultura dos Açores", lembrando ter sido também "uma proposta do PPM e que foi adotada nas escolas".

"A nova disciplina está a ser motivo de mobilização dos alunos para uma aproximação à escola", sustentou.

Na ilha do Corvo, o candidato alertou, ainda, para a necessidade de construir um refeitório escolar, afirmando que, "mais uma vez, o Corvo é a exceção", porque a escola "não tem" aquela valência que "pode servir uma comunidade educativa de 94 pessoas" e beneficiar alunos "mais carenciados".

"O refeitório escolar não foi construído no Corvo. Não foi uma prioridade do Governo, mas a verdade é que faz muita falta e que, mais uma vez, existe uma situação de desigualdade da ilha do Corvo em relação a todas as outras ilhas", referiu.

Para a votação de domingo estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais de 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.

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