Portugal envia 52 bombeiros para o Chile como sinal "de gratidão"

Portugal envia 52 bombeiros para o Chile como sinal "de gratidão"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   27 de Jan de 2017, 14:22

O envio de 52 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) da Proteção Civil para o Chile é um sinal "de solidariedade, reconhecimento e gratidão" para com este país, disse o secretário de Estado da Administração Interna.

 

“É um pedido do Chile. Temos uma dívida de gratidão para com o Chile muito grande”, disse aos jornalistas Jorge Gomes, numa alusão aos cinco sapadores chilenos que, em julho de 2006, morreram em Portugal, durante o combate a um incêndio no distrito da Guarda.

O secretário de Estado esteve hoje no aeroporto de Lisboa a acompanhar a partida para o Chile dos 52 operacionais da FEB, em resposta a um pedido de assistência internacional para combate a incêndios florestais apresentado pelas autoridades chilenas no quadro do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

“É uma resposta de solidariedade, reconhecimento e gratidão para com o Chile. Embora, se outro país amigo de Portugal o pedir, também responderemos da mesma forma, mas com o Chile há alguma emoção”, adiantou, realçando que Portugal respondeu ao pedido em 12 horas.

Jorge Gomes afirmou que os 52 elementos da FEB, também conhecidos por ‘canarinhos’, vão estar no Chile “o tempo que for necessário”, sublinhando que esta força vai ajudar o povo chileno, numa altura em que as necessidades são grandes.

Segundo o Ministério da Administração Interna, Portugal enviou uma equipa com valências no combate aos incêndios florestais com meios terrestres e ferramentas manuais e onde se inclui ainda uma equipa de comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), além de perito em fogos para eventual integração na equipa de avaliação que será mobilizada no quadro do mecanismo europeu.

De acordo com o secretário de Estado, a FEB leva consigo três toneladas de ferramentas para fazer um combate manual.

O comandante da FEB e que lidera a missão, José Realinho, disse aos jornalistas que a força portuguesa sabe que vai encontrar uma situação difícil, mas está preparada.

“O nosso módulo é especificamente criado com equipamento técnico adequado ao combate aos incêndios florestais através da utilização de ferramentas manuais em zonas que podem ser de difíceis acessos. Estamos preparados e o equipamento é o adequado. Esperamos dar um bom contributo”, sustentou.

José Realinho sublinhou que os elementos da FEB integrados na missão têm a “experiência de muitos anos de combate a incêndios florestais em Portugal e em Espanha”.

Segundo o comandante da FEB, o Chile é idêntico a Portugal no que toca às espécies florestais e relevo.

Além de Portugal, a França foi outro dos Estados-membros da União Europeia que até agora respondeu ao pedido de ajuda do Chile para fazer face à vaga de incêndios florestais.

Segundo o secretário de Estado, os 52 bombeiros partiram hoje num voo até Marselha, onde se junta a força francesa.

Também a acompanhar a partida dos operacionais portugueses esteve o embaixador do Chile em Portugal, Germán Guerrero Pavez, que agradeceu a ajuda e a generosidade de Portugal.

“O Governo do Chile está profundamente agradecido ao Governo de Portugal pelo apoio que está a dar neste momento difícil”, disse o embaixador aos jornalistas.

Desde dezembro de 2016 que o Chile enfrenta a pior vaga de incêndios florestais da sua história e da qual resultaram já várias mortes, mais de 100 pessoas retiradas das suas habitações e danos consideráveis no edificado, sendo as regiões de Valparaiso, Metropolitana, O’Higgins, Maule, Biobio, La Araucania e Los Lagos as mais afetadas.

O estado de emergência no Chile foi já declarado em várias regiões.

Segundo o embaixador do Chile, são as regiões do centro e do sul as mais afetadas.

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