Plano de gestão de riscos de inundações nos Açores com 28 medidas que custam 4,5 ME

Plano de gestão de riscos de inundações nos Açores com 28 medidas que custam 4,5 ME

 

AO/Lusa   Regional   10 de Jan de 2016, 11:54

O plano de gestão de riscos de inundações dos Açores, região onde estão identificadas cinco bacias com maior potencial de problemas, contempla 28 medidas cuja execução custa 4,5 milhões de euros, disse hoje o diretor regional do Ambiente.

 

Hernâni Jorge explicou à Lusa que o documento, em fase de consulta pública, inclui 10 medidas de prevenção, no sentido de se evitar a criação de novos riscos, e oito de preparação, relativas à capacidade de resposta individual.

Outras iniciativas dizem respeito à proteção, para "reduzir a magnitude das cheias" e, consequentemente, os danos, e à resposta coletiva de emergência, afirmou Hernâni Jorge.

"As medidas com maior grau de prioridade envolvem o ordenamento adequado do território com riscos de inundação, a manutenção das condições de escoamento dos cursos de água, a melhoria da eficácia dos planos de emergência para este tipo de ocorrências, algumas intervenções corretivas no dimensionamento de passagens hidráulicas e um investimento ao nível da informação sobre os fenómenos hidrológicos e respetivas consequências", declarou o diretor regional do Ambiente.

O responsável esclareceu que as medidas propostas no plano têm um horizonte temporal até 2021.

Hernâni Jorge informou ainda que no arquipélago foram consideradas "cinco bacias hidrográficas com maior risco, decorrente do seu historial, com reincidências, vítimas mortais ou pessoas afetadas".

"Estas bacias localizam-se em três ilhas e correspondem à ribeira Grande na ilha das Flores, às ribeiras da Agualva e do Porto Judeu (ribeira do Testo e grota do Tapete), na ilha Terceira, e à ribeira Grande e à ribeira da Povoação, na ilha de São Miguel", adiantou.

O diretor salientou que nestas bacias a ocorrência de cheias "implica afetar vários elementos desde a população (habitações), infraestruturas viárias, edifícios sensíveis (centros de saúde, lares de idosos, escolas, quartéis de bombeiros), captações de água para abastecimento público para consumo humano e respetivos perímetros de proteção, e elementos naturais e patrimoniais classificados".

As situações de inundação mais frequentes no arquipélago, acrescentou, são na maioria originadas por cheias rápidas, "geralmente resultantes de episódios de precipitação muito intensa que, em alguns casos, foram devastadoras, especialmente quando ocorreram em áreas urbanizadas localizadas em leitos de cheia".

"A prevenção é e será sempre a melhor estratégia, atendendo às características regionais, sendo que a mesma pode implicar uma proteção efetiva, no sentido de evitar determinadas ocorrências previsíveis", defendeu.

Para Hernâni Jorge, é necessário evitar que determinados eventos tenham consequências graves, o que implica não só informação da população, mas também um trabalho em termos da regulamentação do uso e ocupação do solo nas áreas inundáveis que possa diminuir a suscetibilidade ou as consequências de uma cheia.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.