PCP quer "novas metodologias de relacionamento" entre Governo e Cooperativas

PCP quer "novas metodologias de relacionamento" entre Governo e Cooperativas

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Ago de 2014, 16:09

O líder do PCP nos Açores desafiou o Governo Regional a encontrar novas metodologias de relacionamento e responsabilização com o setor cooperativo para o ajudar a ultrapassar as dificuldades que atravessa.

“O Governo, que foi utilizando ao longo dos anos o setor cooperativo com fins político eleitorais, que agora não se fique apenas por palavras de preocupação, mas que encontre novas metodologias e responsabilização de modo a que os problemas possam ser ultrapassados”, disse Aníbal Pires, no final de uma visita à ilha das Flores.

A consolidação e a eficiência são dois dos principais desafios com que se confrontam as dez cooperativas de lacticínios existentes nos Açores, segundo um relatório recente sobre o setor feito pela comissão de Economia do parlamento açoriano.

Para o dirigente e único deputado comunista no parlamento açoriano, o setor cooperativo necessita da disponibilização de apoio técnico para a gestão comercial, económica e financeira e também apoio na tentativa de reestruturação das dívidas junto da banca, quer através da descida dos spreads, quer através do prolongamento dos prazos de pagamento.

"É fundamental que se tomem algumas medidas, mas não injetando dinheiro ou derramando dinheiro sobre os problemas, porque não é assim que se resolvem", disse o parlamentar.

Após dois dias na ilha das Flores, onde contactou com diversas entidades oficiais e cidadãos, Aníbal Pires considerou necessário que, nesta e noutras ilhas, a produção de leite aumente para que a capacidade instalada possa ser totalmente aproveitada.

O dirigente comunista alertou, também, para o que disse ser a falta de aproveitamento integral do matadouro das Flores, uma ilha que se produz carne certificada como sendo de origem protegida.

“O problema tem a ver com equipas de desmancha, que têm de ser especializadas, e a necessidade de encontrar uma forma de durante algum tempo, instalar aqui ou fazer aqui formação para que a sala de desmancha possa ser devidamente utilizada, porque o investimento está feito”, acrescentou Aníbal Pires.

O deputado comunista voltou a criticar as políticas regionais, nacionais e europeias que não conseguem contrariar o isolamento e a distâncias das ilhas, por se regerem por “critérios de aplicação uniforme e que não levam em linha de conta as especificidades das ilhas”.

“Políticas uniformes acabam por penalizar o que é diferente”, sustentou.


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