PCP diz que há "novas lixeiras a céu aberto" na ilha das Flores

PCP diz que há "novas lixeiras a céu aberto" na ilha das Flores

 

LUSA/AO online   Regional   20 de Ago de 2015, 17:49

O PCP/Açores disse hoje que há na ilha das Flores, classificada como Reserva da Bisfera pela Unesco, "novas lixeiras a céu aberto, de grandes dimensões e com resíduos perigosos" e exigiu "esclarecimentos urgentes" do Governo Regional

"Estas lixeiras são conhecidas pelas entidades locais e regionais que, ao contrário do que seria o seu dever, não tomam qualquer atitude para encerrar estas lixeiras e identificar os responsáveis", afirmou o deputado comunista no parlamento dos Açores, Aníbal Pires, aos jornalistas, no final de uma visita oficial às Flores.

Segundo disse Aníbal Pires, estão em causa situações que podem constituir crime ambiental e que são “tanto mais graves numa ilha que é Reserva da Biosfera e em que existem valores ambientais únicos e frágeis que têm de ser protegidos”.

Para o deputado comunista, a existência de lixeiras clandestinas na ilha surpreende pela negativa e merece uma resposta rápida por parte das autoridades competentes.

“O PCP exige esclarecimentos urgentes do Governo Regional e o rápido encerramento destas lixeiras ilegais, bem como a responsabilização legal e administrativa dos indivíduos e ou entidades causadoras deste grave prejuízo ambiental”, referiu Aníbal Pires.

No final da visita às Flores, o deputado comunista voltou também a criticar os transportes aéreos.

“A situação dos transportes aéreos, fator fulcral do desenvolvimento da ilha, com a completa saturação dos voos inter ilhas a causar problemas muito sérios aos florentinos, incluindo nas suas deslocações para a realização de exames e tratamentos médicos, o que se traduz em estadias mais prolongadas, com o consequente aumento da despesa pública e, naturalmente, com os transtornos causados aos utentes” disse Aníbal Pires.

O deputado comunista referiu ainda que o desemprego juvenil na ilha atinge uma “dimensão avassaladora”, sendo “um desastre económico que compromete por muitos anos o desenvolvimento das Flores”.

“Os empregos sazonais, ligados ao setor do turismo, sempre precários e mal remunerados, bem como os estágios e programas ocupacionais temporários, que o Governo Regional usa para tentar disfarçar a real dimensão deste fenómeno, não resolvem qualquer problema da nossa juventude, que ambiciona e tem direito a um emprego estável que lhe permita fixar-se na ilha e aí construir a sua vida”, disse Aníbal Pires.

Em relação ao Museu das Flores, o deputado comunista considerou “lamentável” que uma instituição “tão importante para a cultura e identidade florentinas, bem como para o setor do turismo”, esteja encerrada há anos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.