"Pai Natal de Felgueiras" trocou a carroça com um pónei por carro elétrico


 

Lusa/AO online   Nacional   24 de Dez de 2015, 17:54

O "Pai Natal de Felgueiras", como é conhecido Joaquim Pinto, substituiu este ano a tradicional carroça puxada por um pónei branco, que usava há 16 anos para distribuir presentes, por um veículo elétrico que o próprio concebeu.

 

"Tive de me adaptar aos tempos modernos", gracejou Joaquim Pinto, de 67 anos, em declarações à Lusa, enquanto distribuía guloseimas por crianças e adultos que hoje o receberam na vila da Longra, Felgueiras.

Vestido a rigor, com a indumentária própria da época, lembrou que a barba branca que ostenta é natural e que, para isso, deixou de cortá-la em outubro, cumprindo o costume de quase duas décadas.

Sobre o pequeno veículo elétrico que estreou este ano, no qual se destacam, à frente, as ilustrações de duas renas, diz que foi concebido por si, a pensar na comodidade.

"O trabalho [de sete ofícios] começou em janeiro", contou, explicando já não ter saúde para andar de charrete e cuidar do pónei.

O "Pai Natal de Felgueiras" é conhecido em várias freguesias, a começar pela sua, Aião, uma das mais pequenas e rurais de Felgueiras, mas também em concelhos vizinhos, como Penafiel e Lousada.

Todos os anos, por esta altura, percorre várias localidades, espalhando a generosidade e a alegria em resposta a cada aceno dos que o veem passar.

"Agora já dou doces aos filhos daqueles que recebiam quando comecei nisto, em 1993, e eram ainda crianças", disse, pensativo.

A cada recanto, a sua chegada, outrora anunciada pelos sinos da carroça e pelos ruidosos cascos do animal, é agora sinalizada com música de Natal que ecoa de um gravador, além do vermelho garrido e do aspeto singular do veículo que não deixa ninguém indiferente.

No interior de um saco de pano, que exibiu ao repórter, encontravam-se reluzentes guloseimas de chocolate, as tais que a pequenada recebe quando experimenta o colo do velho de barba alva. Hoje, a moda é tirar ‘selfies' com a pequenada, como constatou à Lusa.

Aquele reformado da GNR contou que o hábito de se vestir de Pai Natal começou quando decidiu deixar de fumar. Com o dinheiro que sobrava por não comprar tabaco, começou a adquirir doces para oferecer aos netos, no Natal, vestindo-se a rigor.

Mais tarde saiu para a rua e, de carroça puxada pelo pónei, começou a distribuir presentes pelas redondezas, o que repete ano após ano, agora de carro elétrico.

"Só vou deixar isto quando não puder mais", rematou.

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