Oito das 16 ouvidorias da Diocese de Angra responderam a inquérito enviado pelo Vaticano

Oito das 16 ouvidorias da Diocese de Angra responderam a inquérito enviado pelo Vaticano

 

Lusa/AO online   Regional   2 de Jan de 2014, 15:55

Oito das 16 ouvidorias da Diocese de Angra, nos Açores, responderam ao inquérito enviado pelo Vaticano no âmbito da preparação do sínodo sobre a família e documento com os contributos, com 40 páginas, será agora entregue à Conferência Episcopal Portuguesa.

 

“As respostas às nove perguntas traduzem um enorme realismo e, sobretudo, um conhecimento das realidades que se colocam às famílias nos Açores, revelando uma grande consonância com a doutrina católica, sem esquecer as novas realidades concretas”, disse o vigário geral, Hélder Fonseca Mendes, citado numa nota divulgada no portal da Diocese de Angra.

O Vaticano enviou no final de 2013 às conferências episcopais de todo o mundo um inquérito com questões sobre o divórcio, o casamento homossexual e a contraceção, no âmbito da preparação para o sínodo sobre a família, que decorrerá em outubro de 2014.

Além das opiniões de oito ouvidorias, distribuídas por cinco das nove ilhas açorianas (São Miguel, Terceira, Santa Maria, Flores e Corvo), o contributo da Igreja Católica nos Açores contém a posição do Serviço Diocesano para a Pastoral da Família e Laicado.

Cabe agora à Conferência Episcopal reunir as diferentes sensibilidades da Igreja portuguesa e dá-las a conhecer ao Vaticano.

“Trata-se de uma matéria muito vasta para a qual os açorianos que responderam revelam uma enorme abertura sempre na perspetiva do acolhimento, da compreensão, da tolerância e da integração”, referiu o vigário geral.

Sobre a participação, na Igreja, de pessoas que casaram mais do que uma vez, por exemplo, o padre Hélder Fonseca Mendes referiu que as respostas dos açorianos vão no sentido de uma pastoral “que integre e acolha as novas realidades de forma muito aberta”, embora existam “divergências” de abordagem entre os meios mais rurais e os meios mais urbanos.

Apesar de o inquérito não ter uma pergunta explícita sobre esta matéria, “a posição dos açorianos é de que tem de haver um acolhimento de todos, mas com a consciência de que essa integração - por exemplo, na questão sacramental da comunhão - não depende da vontade das igrejas particulares”, acrescentou o vigário geral.


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