Município da Ribeira Grande promove festa do chá

Município da Ribeira Grande promove festa do chá

 

LUSA/AO online   Regional   7 de Jul de 2015, 16:36

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande anunciou hoje que o município vai promover, a 31 de julho e 01 de agosto, a Festa do Chá, em parceira com vários agentes locais ligados à sua cultura

"Este evento que estamos aqui a apresentar faz parte de uma estratégia que foi definida no Plano de Turismo da Ribeira Grande, que foi apresentado recentemente e está em vigor no concelho, e que identifica algumas áreas com potencial que podem ser aproveitadas, nomeadamente o chá”, declarou Alexandre Gaudêncio, em conferência de imprensa.

O concelho da Ribeira Grande é o único sítio da Europa onde se cultiva chá, cujas primeiras sementes foram introduzidas na ilha de São Miguel no século XIX, existindo atualmente duas fábricas que o produzem, algo que o autarca recordou.

Tanto a Associação de Turismo da Ribeira Grande, as fábricas de Chá do Porto Formoso e da Gorreana, bem como a Confraria do Chá, constituem os parceiros da autarquia na promoção do evento “Ribeira Grande Terra do Chá”, a par da empresa local que vai apresentar durante a iniciativa a queijada da Ribeira Grande.

“Com este programa complementamos, ainda mais, a atividade que estamos a oferecer durante o verão, com uma série de eventos que se iniciaram aquando das festas da cidade, nomeadamente com as Cavalhadas de São Pedro”, disse Alexandre Gaudêncio, ressalvando que se pretende apostar em iniciativas que diferenciam o concelho em termos regionais, nacionais e internacionais.

O autarca ressalvou que os eventos que a edilidade tem vindo a promover implicam baixos custos financeiros, uma vez que se tem privilegiado parcerias em cada um deles, gerando-se impactos positivos na economia local e em termos de postos de trabalho.

Ana Rodrigues, responsável pela Associação de Turismo da Ribeira Grande, mentora do projeto da festa do chá, declarou que se pretende potenciar o que o concelho oferece de melhor e único.

Segundo esta responsável, no Jardim Paraíso, no centro da cidade da Ribeira Grande, vai ser possível assistir, numa perspetiva pedagógica, a toda a fase por que passa a planta do chá, desde a sua plantação, à recolha e transformação.

De acordo com o programa do evento, além dos quadros vivos do chá, terá lugar, também no Jardim Paraíso, uma exposição fotográfica do chá, poder-se-á assistir a um documentário e a uma palestra, a par da possibilidade de ver “in loco” as fabriquetas que são usadas na confeção do produto.

O grupo folclórico do Porto Formoso vai ser o responsável pela encenação da apanha do chá.

Ambos os responsáveis pelas fábricas de chá da Ribeira Grande frisaram, na conferência de imprensa de apresentação do evento, que o número de visitantes das unidades fabris cresceu para 25 mil em 2014, enquanto as exportações do produto cresceram 10 por cento, o que tem vindo a obrigar a aumentar a área de produção.

A cultura do chá na ilha de São Miguel, onde existiram dezenas de unidades fabris, já possuiu um grande impacto económico nos Açores, além de gerar centenas de postos de trabalho.


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