Movimento de cidadãos preocupado com plásticos nas águas dos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jun de 2015, 14:09

O movimento de cidadania "No More Plastics for the Azores", nascido no Faial, está preocupado com a quantidade de plásticos no mar dos Açores e suas consequências ambientais, sobretudo, no meio marinho.

“Este movimento surgiu em torno da questão da utilização dos sacos de plástico e da necessidade de reduzir o seu número por causa do seu efeito destrutivo no ambiente e, especialmente, no meio marinho”, explicou à agência Lusa Tiago Redondo.

A organização "No More Plastics for the Azores" vai realizar no sábado uma limpeza de diversas ribeiras na freguesia de Castelo Branco, no concelho da Horta, Faial, envolvendo voluntários de toda a ilha e as autoridades locais.

Os voluntários da organização percorrerão o leito de diversas ribeiras, recolhendo os resíduos que serão depois reunidos e pesados antes de serem transportados para o centro local de reciclagem.

Por os Açores serem ilhas, o movimento considera que os residentes “têm uma responsabilidade acrescida de evitar que os resíduos acabem no oceano, onde têm um efeito terrível”.

O objetivo é pressionar os poderes públicos em relação a esta questão, mas também envolver os cidadãos, e levá-los a agir, reduzindo a expressão do plástico em cada ilha, recolhendo-o e diminuindo a poluição no mar dos Açores.

Tiago Redondo lamenta que não haja um estudo nos Açores sobre estes resíduos, o que seria “muito importante”, uma vez que permitiria apurar como se movimentam os plásticos no oceano e se depositam nas ilhas açorianas.

A existência de um estudo permitiria também adotar medidas de prevenção, acrescentou.

“Estes estudos, de facto, ainda não existem, ainda estão numa fase muito inicial, ao que sabemos, mas o nosso foco não é o estudo científico, nós não somos cientistas, somos cidadãos. Queremos é envolver as pessoas na proteção do seu próprio meio ambiente”, disse ainda.

Apesar de as entidades públicas terem um papel considerado pelo movimento decisivo na prevenção dos resíduos e sua correta gestão, bem como na fiscalização e limpeza, Tiago Redondo acentua que é importante que as pessoas não se fiquem apenas por reclamar dos poderes públicos e participem.

A organização "No More Plastics for the Azores" já realizou várias ações de limpeza nas freguesias dos Cedros, Pedro Miguel, Feteira e na zona costeira da cidade da Horta.

Devido à dimensão do problema, os eurodeputados aprovaram em abril nova legislação europeia sobre a redução do consumo de sacos de plástico leves na UE.

A diretiva requer que os Estados-membros ou adotem medidas para garantir que o consumo anual não exceda, em média, 90 sacos de plástico leves por pessoa até ao final de 2019 e 40 até 2025 ou que garantam que até ao final de 2018 esses sacos não são fornecidos de forma gratuita.


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