Mais de 12 mil pessoas escalaram em 2016 a montanha do Pico

Mais de 12 mil pessoas escalaram em 2016 a montanha do Pico

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   12 de Jan de 2017, 14:26

Mais de 12 mil pessoas escalaram em 2016 a montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal, um aumento de 18% face ao ano anterior, anunciou o Governo dos Açores, que pondera regulamentar a pernoita no local.

 

“Em 2016 subiram à montanha 12.317 pessoas, o que significa um aumento de 18,3% em relação ao ano anterior, em que tinham escalado a montanha 10.415 pessoas”, disse à agência Lusa o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, adiantando que deverão avançar “em breve” as obras de cerca de 500 mil euros para melhorar as condições de acesso à montanha do Pico, com 2.351 metros de altitude.

Segundo Hernâni Jorge, esta empreitada prevê a criação de uma zona de apoio às descidas, separando-a em duas áreas distintas, e a criação de melhores condições para os visitantes que, nos últimos anos, “têm aumentado consideravelmente”.

“As atuais instalações [Casa da Montanha] funcionarão como centro de interpretação, zona de apoio com loja, bar e espaço onde é projetado o vídeo de segurança e prestadas as informações que precedem o início da escalada”, explicou o responsável, referindo que será “construída uma nova edificação para apoio às subidas” e criada uma zona de estacionamento para viaturas e autocarros.

Hernâni Jorge apontou que esta zona de estacionamento permite ordenar o trânsito, um dos principais problemas nos períodos de maior procura da Casa da Montanha, estrutura de apoio aos visitantes.

“A nossa intenção era ter estes investimentos concretizados para o verão de 2017, mas a demora na obtenção do visto do Tribunal de Contas condicionou o início da empreitada e esperamos que esta possa decorrer ao longo deste ano, para que na época alta de 2018 a montanha já possa dispor destes equipamentos e de condições melhoradas”, afirmou.

Números oficiais indicam que mais de 25 mil pessoas acedem, anualmente, à Casa da Montanha, sendo que metade faz a escalada e outras tantas vão apenas conhecer o espaço.

Hernâni Jorge admitiu ainda a introdução de "algumas alterações de pormenor" ao regulamento de acesso à montanha, nomeadamente “um possível aumento das taxas aplicadas nas subidas autónomas e, no caso da pernoita, na montanha, a aplicação de uma taxa e a proibição de utilização de bastões de aço na subida”.

“Ainda recentemente reunimos com as empresas e os guias que propuseram-nos algumas alterações, nomeadamente um eventual aumento das taxas das subidas autónomas e a implementação de uma taxa para pernoita na montanha", esclareceu, salientando, contudo, que são propostas "em análise".

No caso de uma taxa para a pernoita, o responsável sustentou que visa minimizar as consequências ambientais que resultam do "abandono considerável de resíduos" devido à colocação de tendas e de abrigos provisórios.


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