Líder da Al-Qaida apela a união dos 'jihadistas' contra EUA e Rússia


 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Nov de 2015, 10:33

O líder da Al-Qaida, Ayman al-Zawahiri, apelou aos "jihadistas" que deixem de combater entre si na Síria e se unam na luta contra os Estados Unidos e a Rússia, revela uma gravação áudio divulgada nas últimas horas.

 

“Devemos unir-nos, rejeitar as disputas e suspender os combates entre os ‘mujahidine’”, pediu Zawahiri na gravação publicada em ‘sites’ dos ‘jihadistas’, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

O áudio, de 16 minutos e cuja autenticidade não pode ser verificada, parece indicar uma mudança da postura da Al-Qaida em relação ao grupo radical rival Estado Islâmico, embora Zawahiri não nomeie diretamente o EI.

“Os norte-americanos, os russos, os iranianos, os alauitas e (o grupo xiita libanês) Hezbollah estão a lutar contra nós, não seremos capazes de deixar de lutar entre nós para poder dirigir todo o nosso esforço contra eles”, questiona.

Zawahiri afirma que “a frente do Sham (o Levante mediterrâneo) é um ponto-chave para libertar a Palestina” e que a união dos ‘mujahidine’ na zona é “a porta do triunfo”.

Insiste em que “os ‘mujahidine’ não gastem os seus esforços a matar-se entre si, enquanto os cruzados estão unidos”, numa alusão ao conflito na Síria entre o EI e a Frente al-Nusra, a filial síria da Al-Qaida.

No discurso apela ainda à unidade de todos os muçulmanos, desde Marrocos ao Cáucaso e Somália, assinalando tratar-se “de uma batalha global para travar os sistemas apóstatas e a aliança dos cruzados com os xiitas”.

Zawahiri sempre reprovou o EI e o seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, embora alguns ramos da Al-Qaida, como a Al-Qaida da Península Arábica, já tenham pedido para apoiar aquele grupo ‘jihadista’ na luta contra a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos no Iraque e na Síria.

 

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