Classificação das fajãs de São Jorge como reserva da biosfera prevista para 2016


 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   25 de Set de 2014, 18:42

A classificação das fajãs de São Jorge como reserva da biosfera deverá ter lugar em 2016, segundo referiu o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

 

“A proposta dificilmente será aprovada no próximo ano, porque existe um limite para a receção de candidaturas, que é o dia 30 de setembro, o que significa que a proposta vai chegar até 30 de setembro de 2015, passando a sua aprovação para inícios de 2016”, explicou Miguel Clusener–Godt.

O representante da UNESCO prestava declarações aos jornalistas, no âmbito do XII Encontro Internacional da Rede das Reservas da Biosfera do Atlântico (Redbios), que está a decorrer nas ilhas do Faial, São Jorge e Pico.

O secretário regional da Agricultura e Ambiente dos Açores revelou em agosto que o executivo da região vai avançar junto da UNESCO com uma proposta de classificação das fajãs de São Jorge como reserva da biosfera.

O representante da UNESCO especificou que a “proposta está em marcha”, mas para haver um projeto de reserva da biosfera aprovado pela UNESCO, há vários órgãos que têm que a apreciar, tendo esta que chegar pelos canais oficiais, que são os assuntos exteriores.

“Este é um processo longo que requer muito tempo para consolidação de uma proposta. Por isso, estamos aqui na reunião da RedBio, para ter uma visão do potencial que tem a proposta”, declarou.

Aquele membro da UNESCO considerou, na sequência do que observou hoje, ‘in loco’, nas fajãs de São Jorge, como foi o caso da Fajã da Caldeira do Santo Cristo, que a proposta, tendo em conta alguns dos aspetos com que já foi confrontado, reúne condições “excelentes”.

Miguel Clusener–Godt acentuou, por outro lado, que tudo “depende, obviamente, de como se vai apresentar a proposta, no que toca a documentos e mapeamento, e quais as leis que acompanham a mesma”.

O representante da UNESCO declarou que a reserva da biosfera “não é algo que vem de Lisboa, mas que cresce aqui, que é do povo”, salvaguardando que a identificação deste com esta classificação “é muito importante”.

Miguel Clusener–Godt considera que o processo de candidatura das fajãs de São Jorge a reserva da biosfera “é um plano de ordenamento para toda a ilha”, que traz várias vantagens, entre as quais turísticas.

A XII Reunião da REDBIOS que decorre nas Ilhas de São Jorge, Pico e Faial, sob o tema “Reservas da Biosfera – Um contributo para o desenvolvimento local”, é uma organização conjunta da UNESCO e do Governo dos Açores.

Existem 600 reservas da biosfera na rede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), sendo que três das sete reservas que existem em Portugal localizam-se nos Açores (ilhas Graciosa, Flores e Corvo).


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