Jovem do grupo-punk Pussy Riot em cela isolada para reeducação


 

Lusa   Internacional   7 de Dez de 2012, 11:44

Maria Alekhina, um dos dois elementos do grupo russo punk-rock "Pussy Riot" a cumprir dois anos de prisão, foi transferida para uma cela de castigo para reeducação, informaram esta sexta-feira os serviços prisionais russos.

Um funcionário dos serviços prisionais de Perm, nos Urais, declarou à agência noticiosa russa Interfax que está a ser realizado um trabalho educativo individual com Alekhina, mas acrescentou que a detida vai ficar numa cela isolada até que a direção do presídio tome outra decisão.

"Ela irá ficar lá enquanto não tomar outra decisão, ou até que a direção não tome outra decisão", frisou.

"Com a reclusa Alekhina está a ser realizado um trabalho individual de educação para que se adapte ao coletivo. Na equipa em que foi integrada reina um clima psicológico normal, mas ela ainda se encontra num lugar seguro no território da prisão", precisou o funcionário.

Alekhina, de 24 anos, foi castigada esta semana por se levantar com 20 minutos de atraso, um dos habituais motivos de sanção no estabelecimento prisional.

As jovens do grupo ‘punk’ feminino entraram encapuzadas em fevereiro passado na catedral do Cristo Redentor (ortodoxa) em Moscovo e cantaram uma canção de protesto na qual pediam à Virgem para “perseguir” o Presidente russo, Vladimir Putin.

As três jovens foram condenadas no passado dia 17 de agosto a dois anos de prisão por um tribunal de Moscovo por "vandalismo" e "incitamento ao ódio religioso".

Em outubro passado, Ekaterina Samutzevich, de 30 anos, foi libertada, mas as jovens Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina foram transferidas para campos de detenção distantes de Moscovo.

A cidade de Perm fez parte da rede de campos de trabalho soviéticos ou Gulag e situa-se a mais de 1.400 quilómetros de Moscovo.


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