Inquérito ao acidente em São Roque do Pico por concluir dois anos após morte de passageiro

Inquérito ao acidente em São Roque do Pico por concluir dois anos após morte de passageiro

 

Lusa/AO online   Regional   9 de Nov de 2016, 16:40

O inquérito ao acidente com o navio "Gilberto Mariano", que provocou a morte de um passageiro há dois anos em São Roque do Pico, está por concluir, informou o Ministério Público, adiantando ter sido constituído um arguido.

 “[…] Ainda não foi proferido despacho final, uma vez que se aguarda a realização de uma perícia médica, prevendo-se que aquele despacho venha a acontecer até ao final do corrente ano”, refere uma informação solicitada pela agência Lusa à coordenação da Procuradoria da Comarca dos Açores.

Segundo a mesma nota, no inquérito “está constituída uma pessoa como arguida”.

O acidente ocorreu a 14 novembro de 2014, depois de um passageiro ter sido atingido por um cabeço de amarração que rebentou, no porto de São Roque, quando o navio "Gilberto Mariano", que faz ligações entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge, se encontrava em manobras de atracagem, explicou na ocasião o capitão do Porto da Horta, Diogo Vieira Branco.

"Um dos cabeços de amarração partiu e foi projetado para o interior do navio, vindo a atingir um dos passageiros", referiu o responsável.

Além deste acidente, dias antes, no porto da Madalena, igualmente na ilha do Pico, dois cabeços de amarração rebentaram durante a atracagem com o "Mestre Simão", o navio gémeo do "Gilberto Mariano", obrigando a deslocar temporariamente a operação de transporte marítimo de passageiros para o cais da gare antiga.

Na sequência destes acidentes, foi criada uma comissão de inquérito aos transportes marítimos no parlamento dos Açores, por proposta do PSD.

Em janeiro, a Lusa noticiou que a família da vítima mortal foi indemnizada em 300 mil euros.

“A Transmaçor e a Portos dos Açores liquidaram em outubro [de 2015] 300 mil euros à família”, afirmaram então fontes ligadas ao processo.

A Transmaçor era uma das empresas públicas açorianas que asseguravam o transporte marítimo de pessoas e viaturas no arquipélago, entretanto fundida na Atlânticoline, e a empresa proprietária no navio envolvido neste acidente mortal.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.