Hoteleiros ainda mais otimistas para 2017

Hoteleiros ainda mais otimistas para 2017

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   14 de Dez de 2016, 17:21

A hotelaria portuguesa prevê arrecadar mais receita total, assim como aumentar taxa de ocupação e o preço médio por quarto ocupado em 2017, segundo um inquérito divulgado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

 

Segundo o estudo levado a cabo junto dos associados, 91% dos inquiridos preveem aumentar a receita total no próximo ano, com a diretora executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, a comentar que se "esperava otimismo, mas este é muito otimismo".

O indicador mais estático é a estada média, enquanto no top dos melhores meses, a tendência desde 2014 continua, com setembro a 'ombrear' com agosto, seguindo-se julho, maio e outubro, o que prova que a sazonalidade continua a ter peso.

A responsável da AHP notou algumas novidades como o segmento 'Sol e Mar' a voltar a figurar entre os melhores e o turismo religioso entre os piores, o que poderá ser justificado pela concentração em Fátima.

No capítulo sobre 'travões' à sustentabilidade e crescimento do negócio, Cristina Siza Vieira notou as respostas que destacam a dependência dos operadores 'online' e os custos da água, eletricidade e gás, mas também o decréscimo de quem enumerou quadro fiscal e taxas turísticas.

"Diminui o temor perante o quadro fiscal que pode ser mais errático e aumentou a questão da dependência dos 'online'", referiu a responsável à Lusa, lembrando que no ano passado o inquérito coincidiu com época eleitoral e dúvidas sobre o quadro político.

Este ano, conhecendo a proposta de Orçamento do Estado para 2017 "sem agravamento fiscal, é natural que essa preocupação tenha diminuído", comentou.

Quanto a mercados com maior potencial de crescimento, a hotelaria cita França, "consolidando a sua ocupação", assim como os Estados Unidos e a China, com muitos dos inquiridos a responderem que as rotas aéreas vão poder potenciar os mercados norte-americano, chinês, canadiano e japonês.

A nível de segmentos são apontados como mais promissores o sénior, o acessível e o MICE (turismo de negócios e eventos).

Os principais mercados que devem continuar a marcar presença são o nacional, espanhol e francês, com a Madeira, por exemplo, a inscrever, de forma inédita, turistas portugueses no seu 'top3', a par de britânicos e alemães. A Norte, os espanhóis podem 'derrotar' os portugueses na preferência pela região, enquanto no Algarve espera-se uma consolidação dos nacionais.

Este ano, os associados da AHP já fizeram um balanço positivo, com 80% dos inquiridos a perspetivarem que irão fechar o ano com uma melhor taxa de ocupação face a 2015 e 85% a afirmarem que esperam um melhor preço médio por quarto vendido.

Em 2015, a taxa de ocupação foi de 65,23%, mais 2,52 pontos percentuais face a 2014. O valor histórico de referência remonta a 2007, com 67%.

O maior otimismo para a taxa de ocupação registou-se nos Açores, Madeira e Algarve, enquanto nos preços médios por quarto vendido destacam-se Madeira, Norte e Centro.

Sobre encerramentos no inverno, Cristina Siza Vieira notou que entre os 14% inquiridos que assumem o fecho, 60% refere o motivo obras e manutenção, enquanto em 2014 uma das respostas com mais peso era "conjuntura económica".

O motivo de renovação é um "ótimo sinal de revitalização", considerou.


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