Grupo de trabalho vai acompanhar fim de quotas leiteiras

Grupo de trabalho vai acompanhar fim de quotas leiteiras

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Jan de 2015, 16:54

O parlamento dos Açores vai acompanhar o impacto no arquipélago do fim das quotas leiteiras europeias, através de um grupo de trabalho que elaborará relatórios semestrais sobre a evolução do setor.

Segundo uma proposta do PSD aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa dos Açores, o objetivo é acompanhar "o impacto social e económico do fim do regime das quotas leiteiras", em abril deste ano, numa região em este é um setor "vital".

Este trabalho do parlamento açoriano culminará com a apresentação de um "relatório final" no plenário de setembro de 2016.

O deputado do PSD Renato Cordeiro considerou que "mesmo que as oportunidades superem as ameaças" no novo regime sem quotas, "nunca será demais" preparar "o que se desconhece" e "estar atento àquilo que se vai passando".

"O fim do regime das quotas leiteiras não é só um problema da lavoura, é um problema da região", disse Renato Cordeiro, lembrando que este é "o maior setor exportador e empregador, de forma direta e indireta", dos Açores.

O social-democrata disse acreditar na "capacidade adaptação" do setor, mas sublinhou que o período que aí vem é de "dúvidas e incertezas" e terá de "ser incentivado", pelo parlamento regional, um "entendimento entre produção, indústria e comercialização", defendendo a necessidade de analisar e acompanhar "as tendências" de consumo, dos mercados de distribuição, da indústria ou da produção.

O Governo dos Açores deu o seu aval à iniciativa, através do secretário regional da Agricultura, Neto Viveiros, que prometeu colaborar "com todas as informações" de que dispõe com o grupo de trabalho que vier a ser constituído pelo parlamento.

Neto Viveiros reiterou a confiança do Governo Regional na preparação do setor para o fim das quotas, dizendo que houve investimentos feitos ao longo dos últimos anos a pensar neste cenário.

O secretário regional disse que "a produção tem-se posicionado" e a sua modernização e redimensionamento "são um facto". Também na agroindústria há modernização, acrescentou.

"Existem algumas dificuldades ainda, naturalmente, que é preciso ultrapassar. Mas há bons indícios de que nas diferentes ilhas estaremos em condições de poder ultrapassar o desafio", afirmou.

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