Governo Regional lança programa de ensino de português através da Internet

Governo Regional lança programa de ensino de português através da Internet

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Set de 2012, 16:52

O Governo Regional dos Açores anunciou hoje a implementação de um projeto de ensino de língua portuguesa através da Internet, desenvolvido em colaboração com o Center for Applied Special Techology (CAST), dos EUA

O projeto, que utiliza uma plataforma da Internet incrementada pelo CAST, tem por base uma nova filosofia de ensino e aprendizagem lançada pelos norte-americanos, assente na mobilização das novas tecnologias, afirmou Graça Castanho, diretora regional das Comunidades, em declarações à Lusa à margem de um congresso internacional que hoje começou em Ponta Delgada, onde esta iniciativa está em debate.

Graça Castanho salientou que o projeto envolve também as universidades dos Açores e de Lesley, nos EUA, traduzindo-se a contribuição regional na produção de conteúdos e na mobilização da colaboração e adesão a este novo modelo de escolas e instituições de ensino de português.

A diretora regional apontou, entre as vantagens do novo sistema, a necessidade de “ir além do texto”, frisando que há alunos que “precisam de sentir as coisas, de ver um vídeo, um filme, de por em prática os conceitos através de um jogo, de uma canção, de uma teatralização”.

Nesse sentido, revelou que, nos conteúdos disponibilizados através deste modelo, a que já aderiram uma dezenas de escolas açorianas e instituições de ensino de países norte-americanos e europeus, “todo o texto vive de 'links', que podem direcionar também para tutores que vão ajudando”.

A diretora regional das Comunidades frisou que este projeto, cuja filosofia de base foi apresentada em Ponta Delgada por David Rose, fundador do CAST, se inscreve no objetivo de valorização do português como língua internacional.

“A língua portuguesa é um dos maiores patrimónios que Portugal tem”, afirmou Graça Castanho, defendendo a necessidade de uma “forma mais estruturada, mais consistente, para que se possa retirar proveito e vantagens” desse importante património.

Numa referência específica ao ensino de português nas comunidades açorianas, Graça Castanho considerou que “continua com um défice muito grande, porque não há recursos humanos nem materiais suficientes”.


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