Governo proíbe caça nas ilhas das Flores e São Jorge

Governo proíbe caça nas ilhas das Flores e São Jorge

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Jan de 2015, 13:59

A Secretaria da Agricultura e Ambiente dos Açores anunciou a proibição da caça nas ilhas das Flores e S. Jorge devido ao "significativo" número de coelhos bravos que apareceram mortos, tal como já acontece desde dezembro na Graciosa.

 

A 11 de dezembro, o Governo dos Açores proibiu a caça na Graciosa face ao "surgimento de um grande número de coelhos-bravos mortos" naquela ilha "indiciando a ocorrência da Doença Hemorrágica Viral (DHV)".

Hoje, a tutela adianta, numa nota, que a interdição da caça ao coelho-bravo nas Flores e São Jorge “é uma medida apropriada e que deve ser tomada a nível preventivo antes da confirmação da doença”, acrescentando que a patologia, “apesar de muito contagiosa para os coelhos (bravos e domésticos), não é de modo algum transmissível aos seres humanos ou a outras espécies animais”.

Enquanto se espera pelos resultados das análises para apurar as causas da mortandade entre os coelhos nestas ilhas, a Direção Regional dos Recursos Florestais tem em curso iniciativas destinadas a informar a população sobre os comportamentos a adotar, nomeadamente no que se refere à promoção de boas práticas para impedir a disseminação do vírus, caso se confirme tratar-se da Doença Hemorrágica Viral dos coelhos.

Em locais públicos, como portos e aeroportos, têm sido colocados editais informativos proibindo o trânsito de coelhos e seus derivados para o restante arquipélago.

O Governo Regional assegura que a implementação de todas estas iniciativas tem permitido “uma evolução positiva na contenção dos efeitos do surto” da virose hemorrágica detetada na ilha Graciosa.

Além do controlo e da realização diária de vistorias, recolha e eliminação dos cadáveres com o apoio da Câmara Municipal das Lages das Flores, como forma de eliminar potenciais focos infeciosos, está a ser distribuído um folheto informativo sobre a forma de atuar perante a deteção de animais mortos, apelando-se a que os Serviços Florestais locais sejam imediatamente avisados para a sua recolha e registo.

A tutela revela, ainda, que também já foram registados dois animais mortos na ilha Terceira, tendo-se igualmente procedido à recolha de amostras para análise no Laboratório Regional de Veterinária, que determinará eventuais medidas adicionais.

É desaconselhado o consumo humano de carne de coelhos eventualmente infetados.


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